Tuesday, March 13, 2007

O AMOR INCERTO

Para: Isabel Maria Teixeira dos Santos respondo-te aqui:
Não creio que a gravidez seja uma experiencia gratificante para certas mães que nem são dignas desse nome. Não achei grande graça estar grávida, embora haja mulheres que adorariam estar permanentemente grávidas, isso alterou o meu ritmo de vida e impedia-me de fazer coisas que sempre estivera habituada a fazer.
Depois do momento do parto, a bebé foi para o bercário e eu passei a noite só, com muito frio, hemorragias e sem ter descansado grandemente. De manhã , mandaram-me tomar um duche rápido e andar - senti tonturas e voltei para a cama. A menina já lá estava , a dormir... Olhei-a melhor, sem lhe tocar, considerando que era uma desconhecida que ali estava, que não sabia como a tratar, como lhe dar de mamar ou limpar o umbigo, o que significava o seu choro.
Ela pareceu entender isso e facilitou-me a tarefa
e fomos construindo assim a nossa relação.
Como se questiona Elisabeth Badinter no seu livro, quem pode garantir que seja bem sucedido este
AMOR INCERTO ?

18 comments:

Meg said...

Sou eu, que, esperando e já desesperando, te te venho deixar umas palavras sobre a forma como encaraste a tua gravidez...
Tenho a sorte de pertencer àquelas que sentem que trazem "o rei na barriga", literalmente.
Como eu me sentia feliz, orgulhosa, e até um pouquinho pretensiosa... coisas de antanho.
E, ainda hoje, me emociona ver uma mulher grávida, é o mistério...

Meg said...

e...o conteúdo está pronto...esse é o meu "departamento", o resto está preso por um fio...
Obrigada pelo apoio...

pitanga said...

Só quem já foi mãe sabe como é misterioso aquele primeiro momento. Pode ser mágico, pode ser assustador. E não há como prever e nem recriminar. É único.

beijos

Isabel José António said...

Querida Amiga

Que sei eu de gravidezes? Que sei eu da vida do mundo e das coisas?

NO entanto atrevo-me a comentar este teu post, que retrata uma forma de as coisas poderem acontecer assim, tal como te aconteceu a ti.

Que sei eu da vida ou do amor?
Sou me dou a mim sem embalagem
Que sei eu da alegria ou da dor?
Tudo é impermanente, tão frágil...

Mas é nesse fio ténue invisível
Que o TODO contem o TUDO e o NADA
E a GRANDE VIDA surge irresistível
Aparecendo leve como uma alvorada

E o amor que tudo envolve surge
Assim de mansinho a nos envolver
O tempo sempre a correr urge
E começa a vida a seus laços tecer

Primeiro subtis, como uma ideia
Depois mais se materializando
Como quem tece assim uma teia
De tudo unir assim cristalizando

E os laços criam-se ou nos ligam
Homens e mulheres, pais filhos
Seres vivos, vegetais que se criam
E vivem por invisíveis atilhos

Um grande abraço querida amiga

José António

Maria said...

Eu diria "O amor incondicional"...
Quem é mãe sabe do que estou a falar.

Beijo

EuMulher said...

Bom... eu teria muito a dizer sobre este tema mas resumindo. Cada ser é como é. Eu apesar de as minhas duas gravidezes terem sido em alturas muito dificeis da minha vida e de ter passado mal, eu adorei estar gravida e sinto umas saudades enormes desse tempo. Não sei explicar mas quando os meus filhos nasceram eu já tinha uma ligaçao muito forte com eles. Eu conversava muito com eles enquanto estavam na minha barriga. Nunca tinha pegado num recem nascido e quando o fiz pareceu me que o tinha feito toda a vida. Senti los na minha barriga,( a minha filha ate tinha soluços e o meu filho eu sabia quando estava impaciente de fome), era uma alegria enorme, sentia me muito mais forte, mais confiante, muito mais humana, ... mas não somos todos iguais e para mim a maternidade era algo que desejava quase desde miuda! Foi um sonho tornado realidade.

greentea said...

MEG
não achei, nem acho! Uns tempos antes tinha visto uma prima que após diversos tratamentos ficou grávida de gémeas e quadrplicou todo o seu organismo a começar pelas pernas que ela mal conseguia mexer...nas ecos nunca vi nada para além dumas manchas no ecrã e isso não me pôs eufórica. O resultado da amniocentese foi trocado, primeiro era suposto ter um rapaz depois uma ela, que já punha em dúvida se estaria bem. Passei muito bem toda a gravidez mas dizer que me sentia orgulhosa, mais feliz ou que tinha o "rei na barriga", não, sentia apenas o peso e a impossibilidade de ver as pontas dos pés e que tudo me custava duplamente a fazer. E não consigo emocionar-me de todo ao ver uma grávida e nem mesmo agora acho graça a bebés recém nascidos - nunca lhes toco.
Fui diferente com a minha filha, mas não posso dizer que é um sentimento automático ou que já gostava dela antes mesmo de ter nascido. Mas fiz-lhe muitas roupinhas, falava já com ela , passeava muito a pé e sempre antes de me deitar vinha ao jardim e dava diversas voltas à casa e respirava bem fundo para lhe fazer chegar o aroma dos pinheiros e da maresia (fiz uma gravidez de inverno e mesmo assim vinha sempre à rua antes de me ir deitar, mesmo que chovesse)...

greentea said...

pitanga

são momentos únicos , sim.
Senti uma enorme alegria logo após o parto por tudo ter corrido tão bem , por ter conseguido, por a menina estar bem e ser liiiiiiiiiiinda!!Mas a minha relação com ela construiu-se a partir daí.

Um beijo doce para ti

greentea said...

jose antonio

são laços invisiveis mas fortes, duradouros , definitivos que se vão cerrando mais e mais à medida que o filho cresce.

Um abraço

greentea said...

maria

é amor incondicional , sim carregado de surpresas, de incógnitas , de tudo o que se posa supôr , mas sempre amor incondicional.

Embora nem todas as Mães biológicas tenham esses sentimentos.
Um beijo

greentea said...

eu mulher

Respeito tudo isso, mas não posso dizer que o sentisse. Não me senti mais confiante, nem elevei a minha auto-estima , nem me senti mais realizada por isso. Mantenho e mantive sempre uma relação excelente com a minha filha que hoje já é bem crescida. Claro que me entusiasmei quando ela me começou a conhecer, quando recusou a chucha e o biberão e queria apenas o leitinho da mamã, quando começou a distinguir as cores, a seguir-me com o olhar, a segurar nos objectos à canhota, a dar os primeiros passos, a brincar com o computador e por ai adeante, até hoje que já entrou na Faculdade. Chorei sempre nas festas da escola e em cada vez que terminava o ano lectivo ou ela fazia anos. Procurei fazê-la comer papas , as papas que eu detesto: levei-a à ginástica, que eu tb detesto, mas ela tb detestou as duas coisas ...Brinquei com ela , fiz jogos e puzzles, dei-lhe farinha para fazer pizzas e bolos, levantei-me de noite tantas vezes qtas foram preciso e tantas, tantas outras coisas que nem se enumeram.

Mas diizer q gostei de estar grávida ou que ´+e maravilhoso tratar de um recém -nascido ...
Deixá-los crescer um pouco mais !!

beijos para ti

Trivialidados said...

Um abraço.

Sorrisos da minha Alma said...

Para mim a gravidez continua a ser algo muito mas muito especial. E eu estou anciosa que chegue o Verão para voltar a viver um momento muito especial na minha vida.
Obrigado pelas tuas palavras... gosto sempre das palavras que me deixas.
Beijo grande

amigona said...

Interessante mas real esta abordagem...ser mãe é tanta coisa...beijo...

amigona said...

Voltei a conseguir postar...não percebo nada disto!!!!

Angela Ursa said...

Greentea, eu não sou mãe, mas imagino a sensação emocionante que deve ser ter uma criança. Beijos da Ursa! :))

Rosario Andrade said...

Bom dia Greentea!
Infelizmente ainda nao passei por essa situaçao... mas aguardo com ansiedade!

...Greentea, a sério? É piroso ter persas?... entao lá estou! Aposto que quem escreveu a coisa nao tem gatos...e se visse o Elton rendia-se imediatamente! No entanto, os persas (nao sei se sao so os meus ou nao, mas aparentemente é caracteristica da raça) sao os seres mais adoraveis, dedicados e carinhosos que se possa imaginar! Se é piroso, olha, paciencia! (De qualquer maneira, quem me conhece poderá dizer que mesmo essa classificaçao nao faz a mais pequena mossa no meu estilo...de glamorous puss! ehehehehe!!)

Bjicos!

bettips said...

Como a estima te compreende, como ter estima leva à compreensão. Muito belo o que dizes. Da tua maneira. Bjinho