Friday, July 3, 2009

A Maçã




2009/7/1, Sónia Brito <sonia.brito@animaisderua.org>: A Maçã é uma cadela que a Sofia e eu apanhámos na Praia das Maçãs, após um pedido de socorro de alguém que não ficou indiferente, mas que também acabou por virar as costas à Maçã e à AdR, deixando-nos com uma conta de veterinário bastante elevada. Muitas seriam as esterilizações que podíamos ter feito com este dinheiro, o que é lamentável, mas temos que pensar que serviu de lição!


Adiante... A Maçã foi internada com uma brutal infecção na pele.Cada ferida era uma postula de pus e, após raparmos o pêlo denso, característico dos Huskies, constatámos que todo o corpo era quase uma inteira chaga ambulante. :(Foram-lhe administradas doses cavalares de antibiótico e fez igualmente anti-inflamatório e analgésicos, pois esta desgraçada gemia que dava dó! :(O diagnóstico era uma Piodermatite num estado muito grave e avançado. Uma alergia à picada da pulga levada ao extremo!O teste da Leishmaniose negativo veio comprovar a falta de outros sintomas, uma vez que a Maçã foi capturada até bem gordinha e de unhas curtas.Começou a fazer banhos diários e imagino o que deve ter sofrido...Depois passou a dia sim, dia não.Agora já só faz a manutenção com betadine das partes mais afectadas, pois já não parece a mesma, felizmente!! A Maçã é uma cadela que não demonstra qualquer interesse no ser humano. Não é minimamente agressiva, mas também nunca a vi abanar a cauda ou a pedir/gostar de um mimo.No entanto, precisa do ser humano para sobreviver!Não só para ser alimentada, claro, como também para ser externamente desparasitada, sempre! Senão vai voltar ao estado antigo, mais tarde ou mais cedo. E este testamento todo para vos apelar se conhecerão alguma FAT, um possível dono, quem sabe. Alguém com espaço, com uma quinta, onde ela possa fazer a vida que fez nos últimos 5 anos, passear por espaço livre...Porque a Maçã em breve só precisará de ração, água e desparasitante externo!E quem sabe não aprenderá que o ser humano não é todo igual! E revelar então que sabe retribuir carinho a quem cuidar dela! Deixo-vos o apelo inicial da Maçã, para verem ao que pode chegar a indiferença humana...Esta cadela deambulou 5 anos na Praia das Maçãs, é conhecida por muitos e alimentada por alguns, e não ficou assim de um dia para o outro, com toda a certeza!!! Por favor, divulguem! Ajudem a dar uma oportunidade à Maçã!A AdR não pode continuar a suportar despesas de internamento, por isso, no próximo Sábado terá alta e eu e a Sofia vamos ficar com um grande problema às costas!! Obrigada pela vossa atenção e ajuda! Sónia BritoAnimais de Ruahttp://www.animaisderua.org/
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Ana Mota SAIBA MAIS SOBRE A MAÇÃ basta clikar

Wednesday, July 1, 2009

A Mascara de Veneza








Todo o objecto que se coloca em frente à face, escondendo-a, em vários contextos, como, por exemplo, no Carnaval e em certas obras teatrais. Para muitos povos, as máscaras são consideradas objectos mágicos, dando aos seus utilizadores poderes especiais. As máscaras são ainda usadas em todo o tipo de rituais iniciáticos e outros, possuindo um simbolismo muito complexo, diferente de sociedade para sociedade. As máscaras fúnebres, usadas em muitas civilizações em pessoas normalmente de certa importância, pretendem conservar a imagem do defunto, representando uma certa ideia de permanência. À máscara associa-se normalmente esta ideia de permanência, mas também de esconderijo da pessoa e de identificação com aquilo que pretende representar, sendo esta última ideia a que subjaz à máscara teatral.
Na literatura em geral, a máscara, para além de tema de variados contos, romances e peças, é usada como símbolo da assumpção duma identidade diferente da original ou como símbolo do esconder dessa mesma identidade (lembremo-nos apenas das máscaras dos super-heróis da banda desenhada, que não só assumem uma identidade diferente usando máscaras, como escondem a anterior, mantendo-as separadas). Aliás, as palavras pessoa e personagem têm como base a palavra persona, máscara em grego. O termo persona designa hoje, tecnicamente, a personagem criada pelo autor para a criação poética e para as narrativas na primeira pessoa, lembrando que o autor no texto é sempre uma máscara, uma criação, mesmo quando o autor pretende identificar o narrador consigo próprio. Qualquer personagem numa obra é sempre descendente da máscara grega, é sempre uma construção duma identidade outra.
daqui






Amélia foi a Veneza e trouxe-lhe de presente uma Máscara de porcelana, típica daquela zona.



A quem serviria a Máscara ? Quem usa , afinal, a Máscara?

Monday, June 29, 2009

A Tosca - de Puccini











TOSCA (G. PUCCINI)OP - COMPANHIA PORTUGUESA DE ÓPERA





JARDINS DO PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ





A ópera Tosca conta-nos a história de uma cantora lírica, Tosca, amante de Mário Cavaradossi, um pintor ligado a actividades revolucionárias que, por não denunciar o esconderijo de um amigo que fugira da prisão, encontra-se preso pelo barão Scarpia. Tosca é considerada uma das mais populares óperas de todo o repertório de Giacomo Puccini que, ao combinar o lirismo mais característico da ópera italiana com uma intensidade no acompanhamento musical dos recitativos, conseguiu uma obra de excepcional beleza que alcançou um êxito imediato. A partir de um pano de fundo político é levada a cena uma trama que envolve idealismo, amor, desejo, ambição, ciúmes, traição e morte.


Dias 2 , 4 e 5 de Julho às 21.30 h

Sunday, June 28, 2009

Rotas de SOL

pelas brumas da noite chegaram a Sintra
ela nunca lhe ofereceu um lencinho destes, mas gostaria de saber bordar assim



de manhã , desenharam corações na areia

andaram a pé pelas praias da Comporta, tomaram banho, aproveitaram o Sol magnifíco





tomaram o pequeno almoço aqui



dormiram ALI










Visitaram Alcaçovas, uma terra alentejana com tradição e História , mas onde os monumentos estão lamentávelmente a ruir, degradados , sem conservação. A dois passos de Lisboa, um percurso acessível , um traçado recheado de surpresas pré-históricas que habitantes de outras eras nos deixaram, nalgumas zonas uma estrada péssima quando se vira em direcção a Alcácer do Sal, mas cheia de vegetação e ladeada por árvores frondosas (quando era miúda as nossas estradas eram todas assim - no tempo em que as auto-estradas eram inexistentes...).
Destacam o acolhimento de quem os recebeu, o alojamento em turismo rural que recomendam, a qualidade e simplicidade, sem excessos de zelo nem luxos descabidos. Não repetem, porque a vida recomeça todos os dias e cada ano é um NOVO ANO, cada dia UM NOVO DIA .
Por isso , SEJAM FELIZES!

Thursday, June 25, 2009

Casamento Saloio

Dia das Almas Gémeas - 25 de Junho
Conheceram-se há tantos , tantos anos atrás que já lhes perdera o conto (ou não queria lembrar-se, pois isso a faria recordar outros acontecimentos que não vinham agora ao caso.
Hoje lembrava apenas o dia em que decidiram casar-se.
Tinham subido muitas ruelas e becos, degraus ingremes, túneis onde mal se vislumbrava a luz do dia. Mas tinham-no feito juntos, sem olhar para trás , por vezes torcendo um pé nalgum buraco imprevisto.

Partiram muita pedra, muitos sonhos se desmoronaram. Visitaram locais inóspitos e outros que se mantiveram intactos mesmo quando os quizeram destruir, como Virarinho das Furnas , depois da construção da barragem que submergiu essa aldeia única de Portugal.



Viveram momentos que só eles conhecem , que só eles lembram, que apenas são importantes para os dois. Quando tiveram de marcar uma data para o casamento que muitos pensavam que não se realizaria nunca , ela disse-lhe :
Sábado , 25 de Junho
e sabendo de antemão que ele iria perguntar porquê nesse dia, acrescentou
- porque os meus pais se casaram nesse dia,
-porque a nossa filha foi concebida nesse dia
- porque é noite de Lua Cheia, nesse dia .
Podia ter acrescentado que era o Dia das Almas Gémeas
mas nessa altura não o sabia.


Hoje, teria talvez vontade de revisitar Sitges - onde passaram as primeiras férias juntos, quando ainda eram estudantes de faculdade - e de contemplar o mar... Ou de voltar a Mil Fontes, ou ao Rio do Gerês, ou ao Mussulo e à Baia de Luanda, a Gant ou Amsterdam, Vila Franca do Campo ou tantos outros locais onde já fora tão feliz.
Mas hoje era dia de trabalho . Chegaria tarde a casa , ele também . Apenas o tempo de fazer qualquer coisa simples para um jantar a dois.
Que amanhã é outro dia e a filha já lhes oferecera um cheque-brinde para irem passar o fim de semana fora. E iam aproveitar, claro.





Wednesday, June 24, 2009

A Sabedoria do Mago

Gasta o teu tempo a reflectir não sobre aquilo que vês, mas sobre o porquê de veres o que vês.
...procurar ver para além do eu limitado, ou seja, ver com o eu ilimitado. Perfurar a máscara da mortalidade e ir ao encontro do mago.
O mago encontra-se no interior.


Os ensinamentos de Merlim são subtis, como a água que vai penetrando a terra em profundidade. A água que hoje brota da terra já foi chuva há milhares ou milhões de anos. Ninguém sabe muito sobre a vida desta água escondida, ninguém conhece os seus percursos, o que lhe acontece entre as pedras que jazem a profundidades inimagináveis. Um dia , contudo, libertada pela força da gravidade, essa água sobe da escuridão e brota à superficie, totalmente fresca e pura.

Deepak Chopra - A Sabedoria do Mago

Monday, June 22, 2009

Gestão do Litoral e Cidadania Ambiental



Gestão do Litoral e Cidadania Ambiental


A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e GEOTA têm o prazer de convidar V. Ex.ª para assistir ao lançamento do livro Gestão do Litoral e Cidadania Ambiental, de Lurdes Soares, que decorre no dia 23 de Junho às 17 horas. Este livro, que resulta directamente da elaboração da dissertação para obtenção do grau de Mestre em Ecologia Humana e Problemas Sociais Contemporâneos, desenvolvida pela autora, fundamenta-se essencialmente na sua experiência enquanto coordenadora do projecto Coastwatch Europe, cuja execução em Portugal é da responsabilidade do GEOTA desde 1989. A apresentação do livro será precedida por uma sessão na qual serão discutidos temas relacionados com a temática da gestão do litoral e participação pública.

Local: Auditório 1, Torre A, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Avenida de Berna, Lisboa