Saturday, July 28, 2007

hijab

Liguei o televisor e apareceu-me um programa sobre a Europa, a ilha de Chipre com apresentação da jornalista Márcia Rodriguez, elegantemente vestida de um tom vermelho escuro, quase bordeaux, lábios e olhos pintados, unhas a condizer com o tom do vestido. No seguimento do mesmo programa, Márcia entrevista o embaixador do Irão em Lisboa, provavelmente nas instalações da própria embaixada. A jornalista surge nos écrans vestida de preto – calça e casaco bem comprido, sapato fechado, véu /lenço/tchador preto na cabeça e mais ainda : luvas pretos de cabedal, que manteve calçadas durante todo o período da conversa. O rosto sem qualquer traço de baton ou pintura nos olhos, o cabelo habilmente escondido por debaixo do véu negro…
Não consegui ouvir nem mais uma palavra . Fiquei estupefacta , contemplando aquela imagem, em Lisboa, no século XXI…

A mulher iraniana não ri
Na rua, as iranianas não podem sorrir - um aspecto da cultura de flagelação e martírio defendida pelo Islão - e o "hijab" mais colorido começa agora a ser o único sinal de alívio da pressão imposta sobre as mulheres no que respeita à forma de vestir. As cabeças das universitárias podem ser agora cobertas de forma mais colorida. Ainda assim, os tons permitidos são o verde escuro e o castanho chocolate, graças à atitude reformista do Presidente Khatami.
A mulher no Islão é vista como a encarnação do vício e da sedução sexual, vendo controlada a sua vida social e a forma como se apresenta em público. Durante anos, não foi permitido o uso de maquilhagem (agora as faces começam a aparecer ligeiramente mais coloridas) ou de qualquer objecto de enfeite, como bijutaria. A violação de qualquer destas normas é punível com penas de prisão que vão dos três meses a um ano de duração, multas ou ainda 74 chicotadas por uso indevido de vestuário. Outra das consequências para as mulheres que insistem em utilizar o "hijab" de forma imprópria é serem enviadas, depois de detidas, para um centro educativo que combate a "corrupção social", segundo a investigadora Donna Hughes. aqui

4 comments:

C Valente said...

A subserviência de alguns é o que dá O ridiculo
depois os outrs é que são estupidos e esta gente alinha nisso
Bom comentário.
Saudações

Morgenita said...

Desafio no Guacharela, querida! (Desta vez avisei!)

Bjoca

Pitanga said...

E por baixo daqueles panos há mulheres lindas com olhar profundo. Que pena!

beijos

Melões Melodia said...

Conheco e trabalho com algumas mulheres que passam a vida cobertas. Sao pessoas afaveis, simpaticas e divertidas. Deram-me a confianca necessaria para discutir o assunto.
Muitas usam-no porque querem, sem ele, sentem-se nuas... e sao felizes assim.
Com isto nao quero dizer que defendo a imposicao do seu uso ou as leis dos paises com governos fundamentalistas islamicos, mas devemos dar sempre a opcao de escolher.
A nossa cultura nao nos deixa entender. Fomos educados com outros valores. Ha que respeitar os demais.
Beijos