Monday, July 7, 2008

um trote cerrado na estrada de Rio de Mouro



Fiz esta manhã um trote cerrado na fragosa estrada de Rio de Mouro. Com o tempo encoberto, as charnecas do sopé da Serra de Sintra, quanto a desolação e negrura, nada ficam a dever às mais sombrias da Cornualha ou do Dique do Pico do Diabo. (…) Precisamente quando nós chegávamos a Rio de Mouro, entrava o Sol no ocaso, entre novelos de nuvens, e as charnecas, no sopé da Serra de Sintra, todas cobertas de urzes em flor, iluminadas pelos seus últimos raios , cobriam-se de ricas sombras violetas, as quais, à medida que a noite avançava, iam mergulhando em profunda escuridão”
William Beckford, Diário, 1787
pg 203

9 comments:

Dama do Lago said...

Sintra... intemporal, é, como lhe chamo, uma bolha de sonho na vigília dos dias.

greentea said...

há muito q não aparecias por aqui, dama ...

Sintra é sempre nova , apesar de tão antiga!

Miguel said...

estarei sempre acordado para a "eterna novidade" de sintra, como dizia o Pessoa. Fantásticas imagens. Vivo em Sintra desde os oito anos, e cada vez mais gosto dos seus recantos e lugares. Obrigado pela visita :) gostei dos blogues greentea!

Justine said...

É assim como a descrição de uma espécie de paraíso...

greentea said...

Miguel
Tb gosto muito de Sintra.
Vivo por aqui há mais de vinte anos e descubro-a sempre nova e tão antiga!
Obrigada pela visita e pelas ervinhas maravilhosas

greentea said...

Justine

Sintra é de facto um paraiso!!
Não é por acaso que actualmente é o maior concelho do país, superior em população a Lisboa!!

Hindy said...

Passo para soltar um beijinho hindyado...

jasmimdomeuquintal said...

eis um belo percurso para se trotear...
Bjs e fica bem.

Espaço do João said...

Por falar em Rio de Mouro, vivi nas Mercês e em Algueirão alguns anos. Numa das minhas caminhadas juntamente com minha mulher, a caminho do Castelo dos Mouros, colhi algmas castanhas caídas no chão e, trouxe comigo alguns fetos que se encontravam encastrados nos muros. Levei-os para as Mercês, passaram pelo Barreiro, viveram em Setúbal e, finalmente encontram-se plantados debaixo dum limoeiro hoje em dia. Qualquer dia faço uma postagem dos dito cujos. São façanhas dos gostos. Beijos João