Friday, August 24, 2007

E Sintra aqui tão perto ... Rescaldo


Estava em Cascais quando comecei a ver o céu toldado de fumo, por detrás da Serra, onde vivi tantos anos. Fui ver as noticias , fui tentar saber o que se passava, com uma angústia crescente : e as pessoas, os animais, a serra, os bens de cada um , o património ?...

Os bombeiros passavam num correpio, as sirenes ecoavam por todo o lado; os helicópteros e os aviões só mais tarde. Ao fim da tarde chegaram mais imagens e mais noticias...



Foi perto da localidade de Pernigem que o fogo teve início. No local foram muitos os moradores que assistiram às operações e ao resgate dos animais que se encontravam num terreno atingido pelas chamas. "Estavam lá cavalos e burros e foi preciso abrir a cerca para eles fugirem" contou ao JN Armando Silveira que lamentou, por outro lado, o desaparecimento de parte de um pinhal com dezenas de anos, criticando a acção dos bombeiros.

Mas o cenário mais dramático desenhava-se nos terrenos junto ao Carrascal e à Várzea de Sintra. Aí, como explicou o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, os bombeiros "salvaguardaram primeiro os bens patrimoniais e as pessoas" para depois se "entregarem ao combate das chamas evitando a destruição da serra". Seara chegou mesmo a garantir que se o fogo não estivesse extinto até ao pôr-do-sol, todos os meios da autarquia seriam disponibilizados para o combate.


Foram muitos os populares que entraram em pânico à medida que as chamas se iam aproximando das localidades. "Ai meu Deus, o fogo esteve mesmo aqui" gritava um idosa da zona do Carrascal, enquanto a vizinhança se refazia do susto. "Isto foi horrível, nunca vi as chamas tão perto, até tive vontade de chorar" contou, por seu turno, Arminda Torrão, abraçando o pequeno cão que trazia ao colo.

No local estiveram cerca de 400 bombeiros de várias corporações, 133 veículos quatro meios aéreos pesados, três máquinas de rasto, seis pelotões de militares para operações de vigilância e de rescaldo. daqui

1 comment:

Pandora said...

Quando Sintra arde o meu coração chora.
Mas não é só aqui que as chamas devoram, e temos de clamar por todos os lugares da Terra.
beijos.