Monday, October 20, 2008

Salvia e a doença de Alzheimer



Salva - Salvia officinalis
Nome comum: Salva
Nome cientifico: Salvia officinalis
Família: Lamiáceas
Ecologia: Forma parte de matagais desenvolvidos sobre terrenos calcários das montanhas interiores continentais, encontra-se até aos 1700m de altitude. Distribuição mediterrânica ocidental.
Parte utilizada: sumidade florida e folhas.
Acção fisiológica e usos: laxante suave. Utiliza-se, também, como expectorante em bronquites e sinusites. Por via externa tem uma acção anti-reumática e anti-transpirante. Considera-se, também, anti-séptica e anti-catarral.
Observações: Esta planta é muito apreciada pelos apicultores.
Curiosidades: O consumo por longos períodos pode ser tóxico. Contra indicado em casos de epilepsia e gravidez. A infusão das suas folhas, misturadas com as de alecrim e tomilho, dão vigor e brilho ao cabelo. É um óptimo repelente de insectos e pode ser colocada em armários para proteger a roupa. As folhas são uma alternativa à escova de dentes, quando esta não está presente, pois com elas podemos facilmente limpá-los. O seu nome científico, Salvia, tem origem no latim salvere, “curar”, “salvar”, numa alusão às propriedades curativas da planta. O país onde mais se utiliza a salva é Itália, onde serve para condimentar pratos de carne e molhos.
Os extractos de uma espécie de sálvia encontrada nas serras d’Aire e Candeeiros (Salvia sclareoides), podem ajudar a controlar o desenvolvimento da doença de Alzheimer. As conclusões são de um estudo conduzido por investigadores portugueses desde 1992 e que se encontra em fase de registo de patente.“Vários extractos da espécie de sálvia que estudámos provocam inibições bastante potentes de enzimas envolvidas na patologia de Alzheimer”, disse à Agência Lusa Amélia Pilar Rauter, directora do Grupo de Quimica dos Glicidios da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, que lidera a pesquisa com Jorge Justino, presidente do Conselho Directivo da Escola Superior Agrária de Santarém. (ESAS)
O estudo demonstrou a acção dos extractos desta espécie de sálvia em duas enzimas envolvidas nas neurotransmissões cerebrais o que, segundo Jorge Justino, não permite curar, mas controlar o progressão da patologia. A importância desta descoberta está no baixo custo, na actividade biológica relevante e na ausência de toxicidade. De acordo com este investigador, até a infusão em água (chá) desta planta pode ser utilizada como terapia na doença de Alzheimer. A sálvia, de que existem mais de 1400 espécies, é uma das plantas aromáticas e medicinais mais utilizadas na medicina popular. Entre os seus princípios activos já conhecidos estão alguns associados à actividade cardiaca, antibacteriana, insecticida, fungicida e ao combate às células cancerígenas dos pulmões. mais ...

6 comments:

Justine said...

É a nossa esperança, que todos os dias a ciência vai dando mais uns passos para a frente...

Violeta said...

è disto que falo, quando falo na importância de preservar a biodiversidade...
obrigada pela valiosa informação.

Rodolfo N said...

Buena información para tomar debidamente en cuenta!
Volver a la naturaleza...
Saludos cordiales

as-nunes said...

Vou pelo teor do comentário de "violeta":
A preservação do ambiente, da biodiversidade, tem que ser conseguida a todo o custo.
Caso contrário, que será do Homem daqui a uns tempos?
Emigrar para outro sitema planetário, que parece que até existem mesmo, somente a biliões de anos luz!?...

Angela Ursa said...

Greentea, a natureza é mesmo muito sábia. Que ótimo saber que sálvia ajuda a controlar essa doença! Beijos floridos da Ursa

Leonor said...

A sálvia eficaz no Alzheimer, e também no cancro, sobretudo do pulmão, não é a sálvia mais conhecida, mas a salvia sclareoides, a que também se chama sálvia do sul. Nostradamus já dizia: "Suspeito que a Natureza tem remédio para todos os males". Há outras plantas extraordinárias que se tem descoberto serem muito eficazes no tratamento do cancro. Se alguém quiser e puder visite o meu modesto "jardim botânico" (Algarve). Creio que chegou a altura de partilhar as informações que aprendi com uma tia-avó, que conhecia muito bem as ervas, até tinha fama de "bruxa", ainda que fosse apenas excêntrica, digamos assim. Tenho aqui uma que tem tido resultados espectaculares no controlo da esclerose múltipla, evitando o desenvolvimento da doença. Quem diria que esta "menina" fazia isto?