Tuesday, May 5, 2015

desemprego

Resultado de imagem para desemprego joveme de repente , não mais que de repente... a empresa fechou, o projecto acabou, as verbas do QREN não vieram ou foram mal utilizadas e todos aqueles Bolseiros ou  Investigadores  em Energias Alternativas ficaram sem emprego!
O boss arranjou umas desculpas esfarrapadas , o contabilista não apareceu mais  e resumindo acabou-se o trabalho, o ordenado e nem sequer o Subsidio de Desemprego a que um Bolseiro  não tem acesso.
Nos últimos dias que lhes restavam , ficaram todos à procura de um lugarzinho onde se pudessem encaixar, cada um com os seus compromissos de casa ou família para sustentar, o doutoramento para acabar que os mestrados e as licenciaturas já os tinham . Carolina era das poucas que tinha completado um ano de serviço e que teria acesso ao Subsidio de desemprego. Deitava contas à vida agora que tinha acabado de alugar casa e comprado os móveis e electrodomésticos mínimos indispensáveis, sabendo que o namorado era também bolseiro de investigação numa faculdade.
Sabia também que nessa faculdade havia concurso para uma Bolsa à qual ela poderia concorrer. Mas viu Lucia tão desesperada a seu lado, sem ordenado nem subsidio, sem ter onde recorrer, que lhe disse:
- Vai lá , concorre tu, ficas no mesmo grupo de investigação do meu namorado . Eu hei-de arranjar qualquer coisa também! .

2 comments:

Carmem Grinheiro said...

Olá,
Tantas vidas e sempre a mesma história, a repetir-se vezes sem conta por esse Portugal fora. E tão pequenino é, parecem querer torná-lo nada, não mais que nada.
São lutas dos jovens em início duma vida que se sonhara promissora; são jovens mais experientes com as vidas promissoras ceifadas a meio; são outros a quem querem fazer acreditar que já não têm hipótese de continuar a vida de trabalho que sempre tiveram; são os que já fizeram sua parte e a quem agora não resta nada.
Reste-nos a fé em dias melhores.

abç amg

Justine said...

É nos momentos de crise - e de guerra - que vem ao de cima o melhor (e o pior) que há no ser humano...