Thursday, March 14, 2013

salto quantico - plantas sagradas


...as plantas psicoativas podem ser bastante úteis porque nos fazem olhar para dentro, nos reconectam às leis naturais e ao sagrado de nossas vidas, nos lembram de nosso potencial para a autocura e ajudam a nos libertarmos de medos, culpas e bloqueios. Não há como não se transformar após um profundo encontro consigo mesmo. É por isso que quem passa por tais experiências xamânicas engrossa a legião dos que entendem o mais importante: somente a profunda mudança interior de cada um é que fará finalmente com que o mundo mude para melhor.
Este talvez seja o convite que as plantas sagradas fazem neste momento à nossa espécie: quanto mais pessoas se religarem à sua verdade mais íntima, mais próxima a humanidade estará de seu ponto de equilíbrio. 
O atual processo coletivo de reconectar-se aos valores da Natureza através das plantas psicoativas não significa uma espécie de retrocesso evolutivo e que devemos voltar a saltar pelas árvores. Nada disso. Uma vez ultrapassados, os marcos da evolução da consciência sempre nos impulsionam para o novo, jamais para trás. Acontece que a verdadeira evolução avança em forma de espiral e é por isso que quando o caminho parece retornar a um determinado ponto, na verdade ele está sim passando novamente por lá - porém num novo nível, mais acima, numa nova dimensão.
Talvez essas poderosas plantas, que acompanham nossa espécie desde seu nascimento numa impressionante relação simbiótica, estejam agora nos oferecendo a preciosa oportunidade de mais um salto quântico da consciência, uma intensa transformação da mente e de sua interpretação da realidade - como fizeram nossos peludos antepassados em algum ponto de sua jornada. Agora, porém, diferente deles, possuímos razão e discernimento. Possuímos milênios e milênios de experiência sedimentados no inconsciente comum da espécie e temos nossos próprios erros para nos guiar.
Retornaremos à Mãe Terra e ao sagrado, sim, porque não há outro caminho se quisermos de fato sobreviver como espécie. Mas o faremos num novo nível porque agora estamos mais capacitados para enfrentar o grande mistério da vida, esse mistério que nos maravilha e assombra cada vez que olhamos para o sem-fim do mundo lá fora ou para o infinito interior de nós mesmos.

Ricardo Kelmer é escritor, letrista e roteirista e mora em São Paulo.
* artigo transcrito do site:

Tuesday, March 12, 2013

permancultura

Permacultura é a utilização de uma forma sistêmica de pensar e conceber princípios ecológicos que podem ser usados para projetar, criar, gerir e melhorar todos os esforços realizados por indivíduos, famílias e comunidades no sentido de um futuro sustentável.

A Permacultura origina-se de uma cultura permanente do ambiente. Estabelecer em nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos - um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente, envolvendo-se cotidianamente em atividades de auto-produção dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimento, transporte, saúde, bem-estar, educação e energias sustentáveis. (RICIARDI, Ju. 2008)

Pode se dizer que os três pilares da Permacultura são: Cuidado com a Terra, Cuidado com as Pessoas e Repartir os excedentes
 http://www.universomistico.org/s/permacultura/viver-em-harmonia.html


Tuesday, March 5, 2013

decididamente

quando a menina nasceu alguém comentou que era bom que fizera bem um filho é sempre uma companhia...
mas nunca o sentira assim  sempre entendeu que um filho não é nosso, nem da sua mãe nem do seu pai porque um filho é dele próprio desde o momento em que corta o cordão
a seguir ao parto, quando a puseram em cima da sua barriga já vazia a menina olhava o mundo à sua volta com uma curiosidade inusitada e foi assim que sempre a criou dando-lhe asas para voar e conhecer o mundo que a espera lá fora
são dolorosas as separações claro que são que bem as sentiu quando ela foi para o infantário, para a primária para a faculdade quando obteve aquela bolsa de investigação e começou a trabalhar a seguir ao mestrado
ao longo de toda a vida teve dolorosas separações e dolorosas decisões que tiveram de ser assumidas claramente
 decididamente
de mente aberta
agora  está na hora de a ver partir de novo depois de uma candidatura a uma bolsa de doutoramento no reino unido que por aqui as perspectivas de trabalho de carreira de investigação são quase nulas nos tempos que correm
o pai está menos recetivo a este projeto disse logo que se lhe saisse o euromilhões montava cá o laboratório de investigação  e a empresa para ela trabalhar mas a mãe disse não antes comprasse um jacto particular para a irem visitar sempre que lhes apetecesse
assim  ela regressará ao país de origem de onde um dia veio o tetravô há mais de trezentos anos e decerto encontrará ainda primos e primos nesta aldeia global que é o mundo dos nossos dias e do longe se faz perto e daqui a nada estará de volta por uns dias ou para sempre que importa aqueles que amamos estão sempre no nosso coração, por maior que seja o oceano que os separa

Saturday, March 2, 2013

uma semana na neve

 Cheguei. O tempo estava frio mas convidava a um passeio pelas ruas da aldeia, quase desertas, as portas fechadas, os inquilinos há muito que partiram...até os cães são raros naquelas bandas.
Esperava-me uma semana não digo de cão , mas de muito trabalho.  Tudo correu bem até ao terceiro dia, quando abri a janela  e lá fora tudo estava assim 
 impossível sair de casa
 nem os sinos tocavam
ao fim da manhã , a neve foi derretendo um pouco e permitiu que se retomasse a vida e o quotidiano, pudemos ir para a estrada já limpa e chegar aos locais de trabalho, onde havia muiiiiiiito que fazer. Na sexta ao fim do dia tudo estava pronto, como convinha que nunca trabalhei para aquecer, apesar do frio que se fazia sentir e da neve que persistia em muitos locais.
Hoje era dia de regresso a casa, à capital. Os sinos por aqui também não tocavam mas ainda cheguei a tempo de ouvir ... a canção que se segue

Zeca afonso - Grândola, Vila Morena + letra (school work)

Sunday, February 24, 2013

"O Vaticano contra Cristo"

Nada disto é novidade!
"O Vaticano contra Cristo"(escrito por cardeais conservadores) denuncia sem peias o ninho de víboras
que é a Cúria Romana.Toda a gente sabe que João Paulo I foi assassinado na noite  do dia em que entregou ao Secretário de Estado a lista de demissões. Carlos Macedo ser chamado para
Roma é muito mau sintoma, mas não me surpreende.
Como se sabe , João Paulo I foi cúmplice de todas as tramóias e crimes, chegando ao ponto de  fazer santo o nazi Escrivá, fundador
da sinistra OPUS DEI.
Que DEUS nos proteja destas criaturas que o atraiçoam. E que as ilumine, já agora!
-------Mensagem original------
Assunto: A história secreta da renúncia de Bento XVI

A história secreta da renúncia de Bento XVI – Eduardo Febbro

Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas 
sujas do banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de tudo para defender sua facção. A hierarquia católica deixou uma imagem terrível de seu processo de decomposição moral. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris.

 Paris – Os especialistas em assuntos do Vaticano afirmam que o Papa Bento XVI decidiu renunciar em março passado, depois de regressar de sua viagem ao México e a Cuba.

Naquele momento, o papa, que encarna o que o diretor da École Pratique des Hautes Études de Paris (Sorbonne), Philippe Portier, chama “uma continuidade pesada” de seu predecessor, João Paulo II, descobriu em um informe elaborado por um grupo de cardeais os abismos nada espirituais nos quais a igreja havia caído: corrupção, finanças
obscuras, guerras fratricidas pelo poder, roubo massivo de documentos secretos, luta entre facções, lavagem de dinheiro.

O Vaticano era um ninho de hienas enlouquecidas, um pugilato sem limites nem moral alguma onde a cúria faminta de poder fomentava delações, traições, artimanhas e operações de inteligência para manter suas prerrogativas e privilégios a frente das instituições religiosas.

Muito longe do céu e muito perto dos pecados terrestres, sob o mandato de Bento XVI o Vaticano foi um dos Estados mais obscuros do planeta. Joseph Ratzinger teve o mérito de expor o imenso buraco negro dos padres pedófilos, mas não o de modernizar a igreja ou as práticas vaticanas.

Bento XVI foi, como assinala Philippe Portier, um continuador da obra de João Paulo II: “desde 1981 seguiu o reino de seu predecessor acompanhando vários textos importantes que redigiu:

· a condenação das teologias da libertação dos anos 1984-1986;

· o Evangelium vitae de 1995 a propósito da doutrina da igreja
 sobre os temas da vida;

· o Splendor veritas, um texto fundamental redigido a quatro
 mãos com Wojtyla”.

Esses dois textos citados pelo especialista francês são um compêndio prático da visão reacionária da igreja sobre as questões políticas, sociais e científicas do mundo moderno.

O Monsenhor Georg Gänsweins, fiel secretário pessoal do papa desde 2003, tem em sua página web um lema muito paradoxal: junto ao escudo de um dragão que simboliza a lealdade o lema diz “dar testemunho da verdade”. Mas a verdade, no Vaticano, não é uma moeda corrente.

Depois do escândalo provocado pelo vazamento da correspondência secreta do papa e das obscuras finanças do Vaticano, a cúria romana agiu como faria qualquer Estado. Buscou mudar sua imagem com métodos modernos.

 Para isso contratou o jornalista estadunidense Greg Burke, membro da Opus Dei e ex-integrante da agência Reuters, da revista Time e da cadeia Fox. Burke tinha por missão melhorar a deteriorada imagem da igreja. “Minha ideia é trazer luz”, disse Burke ao assumir o posto. Muito tarde. Não há nada de claro na cúpula da igreja católica.

A divulgação dos documentos secretos do Vaticano orquestrada pelo mordomo do papa, Paolo Gabriele, e muitas outras mãos invisíveis, foi uma operação sabiamente montada cujos detalhes seguem sendo misteriosos: operação contra o poderoso secretário de Estado, Tarcisio Bertone, conspiração para empurrar Bento XVI à renúncia e colocar em seu lugar um italiano na tentativa de frear a luta interna em curso e a avalanche de segredos, os vatileaks fizeram afundar a tarefa de limpeza confiada a Greg Burke. Um inferno de paredes pintadas com anjos não é fácil de redesenhar.

Bento XVI acabou enrolado pelas contradições que ele mesmo suscitou. Estas são tais que, uma vez tornada pública sua renúncia, os tradicionalistas da Fraternidade de São Pio X, fundada pelo Monsenhor Lefebvre, saudaram a figura do Papa.

Não é para menos: uma das primeiras missões que Ratzinger empreendeu consistiu em suprimir as sanções canônicas adotadas contra os partidários fascistóides e ultrarreacionários do Mosenhor Levebvre e, por conseguinte, legitimar no seio da igreja essa corrente retrógada que, de Pinochet a Videla, apoiou quase todas as ditaduras de ultradireita do mundo.

 Bento XVI não foi o sumo pontífice da luz que seus retratistas se empenham em pintar, mas sim o contrário. Philippe Portier assinala a respeito que o papa “se deixou engolir pela opacidade que se instalou sob seu reinado”. E a primeira delas não é doutrinária, mas sim financeira.

O Vaticano é um tenebroso gestor de dinheiro e muitas das querelas que surgiram no último ano têm a ver com as finanças, as contas maquiadas e o dinheiro dissimulado. Esta é a herança financeira deixada por João Paulo II, que, para muitos especialistas, explica a crise atual.

Em setembro de 2009, Ratzinger nomeou o banqueiro Ettore Gotti Tedeschi para o posto de presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano.

Próximo à Opus Deis, representante do Banco Santander na Itália desde 1992, Gotti Tedeschi participou da preparação da encíclica social e econômica Caritas in veritate, publicada pelo papa Bento XVI em Julho passado. A encíclica exige mais justiça social e propõe regras mais transparentes para o sistema financeiro mundial. Tedeschi teve como objetivo ordenar as turvas águas das finanças do Vaticano.

As contas da Santa Sé são um labirinto de corrupção e lavagem de dinheiro cujas origens mais conhecidas remontam ao final dos anos 80, quando a justiça italiana emitiu uma ordem de prisão contra o arcebispo norteamericano Paul Marcinkus, o chamado “banqueiro de Deus”, presidente do IOR e máximo responsável pelos investimentos do Vaticano na época.

João Paulo II usou o argumento da soberania territorial do Vaticano para evitar a prisão e salvá-lo da cadeia. Não é de se estranhar, pois devia muito a ele. Nos anos 70, Marcinkus havia passado dinheiro “não contabilizado” do IOR para as contas do sindicato polonês Solidariedade, algo que Karol Wojtyla não esqueceu jamais.

Marcinkus terminou seus dias jogando golfe em Phoenix, em meio a um gigantesco buraco negro de perdas e investimentos mafiosos, além de vários cadáveres.

No dia 18 de junho de 1982 apareceu um cadáver enforcado na ponte de Blackfriars, em Londres. O corpo era de Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano. Seu aparente suicídio expôs uma imensa trama de corrupção que incluía, além do Banco Ambrosiano, a loja maçónica Propaganda 2 (mais conhecida como P-2), dirigida por Licio Gelli e o próprio IOR de Marcinkus.

Ettore Gotti Tedeschi recebeu uma missão quase impossível e só permaneceu três anos a frente do IOR. Ele foi demitido de forma fulminante em 2012 por supostas “irregularidades” em sua gestão.

Tedeschi saiu do banco poucas horas depois da detenção do mordomo do Papa, justamente no momento em que o Vaticano estava sendo investigado por suposta violação das normas contra a lavagem de dinheiro.

Na verdade, a expulsão de Tedeschi constitui outro episódio da guerra entre facções no Vaticano. Quando assumiu seu posto, Tedeschi começou a elaborar um informe secreto onde registrou o que foi descobrindo: contas secretas onde se escondia dinheiro sujo de “políticos, intermediários, construtores e altos funcionários do Estado”. Até Matteo Messina Dernaro, o novo chefe da Cosa Nostra, tinha seu dinheiro depositado no IOR por meio de laranjas.

Aí começou o infortúnio de Tedeschi. Quem conhece bem o Vaticano diz que o banqueiro amigo do papa foi vítima de um complô armado por conselheiros do banco com o respaldo do secretário de Estado, Monsenhor Bertone, um inimigo pessoal de Tedeschi e responsável pela comissão de cardeais que fiscaliza o funcionamento do banco. Sua destituição veio acompanhada pela difusão de um “documento” que o vinculava ao vazamento de documentos roubados do papa.

Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas sujas do banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de tudo para defender sua facção.

A hierarquia católica deixou uma imagem terrível de seu processo de decomposição moral. Nada muito diferente do mundo no qual vivemos: corrupção, capitalismo suicida, proteção de privilegiados, circuitos de poder que se autoalimentam, o Vaticano não é mais do que um reflexo pontual e decadente da própria decadência do sistema.
 
Tradução: Katarina Peixoto


Saturday, February 23, 2013



Notícia VISÃO

D. Carlos Azevedo cancela conferência de Imprensa

O Bispo considera que não ia acrescentar nada ao que foi dito ontem e que se iria manter todo o dia em "recolhimento"

17:48 Quinta feira, 21 de Fevereiro de 2013
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D. Carlos Azevedo cancela conferência de Imprensa
Anunciada ontem à SIC, em conversa telefónica, a possibilidade de D. Carlos Azevedo convocar hoje uma conferência de Imprensa no Vaticano foi cancelada pelo próprio.
O Bispo informou a enviada especial da RTP por mail de que, afinal, não ia acrescentar nada ao que foi dito ontem e que se iria manter todo o dia em "recolhimento".
D. Carlos Azevedo cancelou também a sua participação num seminário que decorre até sábado, em Roma, com a presença de jornalistas portugueses. Está, sim, em aberto, a hipótese de uma declaração escrita, mas sem confirmação oficial.



Ler mais: http://visao.sapo.pt/d-carlos-azevedo-cancela-conferencia-de-imprensa=f714211#ixzz2LcaaofNi



em tempos , conheci-o, tive de lidar com ele e negociar com ele na qualidade de  Chefe da Pastoral, organismo que lidera as IPSS, por parte da igreja católica.
Não gostei da forma como actuava nem da atitude que assumiu.
A verdade vem sempre ao de cima , por mais hipocrisia que haja no seio do Patriarcado de Lisbo, na Cúria Romana , no Vaticano.