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Tuesday, July 10, 2012

Lisboa revisitada

Com ou sem Eça, queirosianos ou não, vale a pena revisitar Lisboa, de noite ou dia.
No São CArlos , há Festival Ao Largo e a Carmen , agora transformada em bailado pela mão de Saura, levou-nos até lá. Muita gente, muito trânsito, muita côr e muita música. Vale a pena pelos sons, pelo movimento , pelo bulício.
Um pouco mais abaixo, um saxofone entoava Zeca Afonso, perto do Largo do Carmo por onde deambulámos a pé, a Brasileira estava cheia, lá dentro e cá fora na esplanada. Em tempos , ia lá todas as manhãs, quando saía das aulas; a Bertrand era também paragem obrigatória. Por vezes , desciamos a Rua do Alecrim, tal como hoje, para irmos até à Ribeira das Naus e chegarmos ao Terreiro do Paço.

Não foi o caso, nesta noite. Ficámo-nos pelo Largo de Camões, onde os CTT se mantém , os restaurantes são os mesmos e apenas o  Universal de que Eça já falava, foi renovado e é agora um Hotel de Luxo para turistas que apreciem o coração de Lisboa antiga.

Este foi um percurso por uma Lisboa noturna, movimentada, tal como sempre a conheci, sem atropelos nem exageros, sem criminalidade nem desvarios, alguma policia presente.
Por tudo isso , continuo a gostar de Lisboa, esta Lisboa que eu amo, esta Lisboa onde nasci.

Saturday, July 3, 2010

Chiado revisitado

Durante alguns anos atravessou o Chiado , todos os dias. Quando era criança, as compras faziam-se na Baixa ou na Rua Garrett quando não havia Centros Comerciais e se lembrava de percorrer o Grandela ou os Armazéns do Chiado pela mão da mãe . Depois iam lanchar um pão de leite com fiambre e uma groselha ou então uma laranjina C. Agora raramente passava por aquelas ruas outrora cheias de movimento e de história.

Passou pel'A Brasileira, agora com uma esplanada. Antigamente, quando saiam das aulas , todas as manhãs lá entravam , bebiam café, conversavam, faziam tempo para o almoço; depois, iam pela Bertrand ver os livros , desciam a rua e chegavam à 1º de Dezembro ( saiba+ ) , rua das sapatarias, das tascas das bifanas e do então Celeiro talvez o primeiro supermercado de Lisboa mas agora com aspecto de loja de subúrbios. Não era esse o seu destino , mas reparou nos cães dos saltimbancos/pedintes e foi-lhes comprar comida.


Subiu de novo a rua, atravessou o Largo e foi direita ao Teatro de São Carlos. Luisa já a esperava. O Concerto começava às 19 h. Ainda tinham tempo de matar saudades , de conversar , que há muito não se encontravam. Os músicos afinavam os instrumentos. Elas ficaram no varandim , observando as pessoas em baixo, os lugares todos preenchidos, escutando música de Piazolla, ali, em plena rua, sob o sol de Lisboa.




Depois , foi tempo de atravessar o Largo de Camões, subir pela Rua da Horta Seca e chegar

à Rua das Chagas , onde deixara o carro. Conhecia bem aquela zona, onde passara dois anos da sua vida de estudante. Hoje a rua tem outro movimento, é mais dificil estacionar, o Ministério da Economia ali ao lado, o Instituto Comercial já não existe e o Palacete tem outras funções. Mas Lisboa continua viva, com zonas lindissimas , prédios que mereciam recuperação e de onde se pode sempre avistar o Tejo lá ao fundo...