Casei-me fez ontem 44 anos, fui almoçar fora com o marido e depois à tarde juntámos os filhos e os netos e fizémos um lanche-ajantarado - contava Silvina , com animação.
É uma mulher baixa e rechonchuda que já terá passado algumas dificuldades. Nasceu na Beira Interior e como era hábito veio servir para Lisboa. Por cá conheceu o seu Manel e ao fim duns anos decidiram casar. Cerimónia na igreja, já se sabe e almoço com a familia na casa da tia, para onde iriam morar, que as posses não eram muitas.
À tarde foram passear a Sintra. Ele já queria ficar por ali, alugar um quarto numa pensão. Mas ela opos-se, que era uma vergonha...
Foram até à Feira Popular, gastar tempo. Depois sentaram-se num banco da Avenida, que a tia ainda estaria acordada a essa hora.
Lá se resolveram a ir para casa. Ela já fora avisada que a cama estava cheia de açucar e massa miuda - tiveram de a fazer de novo. Ele foi-se mudar no quarto ao lado e apareceu-lhe já em pijama. Trazia na mão uma garrafa de Vinho do Porto e dois cálices:
- Bebe, Silvina, bebe, que assim não dás conta de nada

Que delícia de texto tão bem humorado!
ReplyDeleteFizeste com que desse um enorme sorriso...
Beijinhos,
delicioso..
ReplyDeletee fiquei de sorriso aberto...
beij
Mau sinal, se não deu conta de nada:-))))))))
ReplyDeletemfc
ReplyDeleteolha , não sei se sorria se fique triste a pensar no que foi a vida destas mulheres...
Piedade
ReplyDeletepois...fiquei a ouvir a história que a tal da Silvina contava, animada, fazendo galhofa do assunto.
Será delicioso , mas é triste!
justine
ReplyDeleteera suposto ter dado conta de alguma coisa ?? se calhar ffoi melhor assim ...