Os familiares de uma mulher de 35 anos acusam a Maternidade Alfredo da Costa de negligência, por falta de assistência hospitalar. A parturiente morreu, depois de ter entrado em trabalho de parto.
SIC mais ....
Se esta Mulher, esta Mãe de dois outros filhos que deixa orfã uma menina recém - nascida tiver tido tanta assistência como a minha filha teve não me espanta que tivesse morrido .
A bebé tinha mais de quatro kilos, a mulher estava há dois dias com dores, o marido conta que não havia enfermeiros por perto... por acaso não há exames para se fazer? assistência para minorar o sofrimento?
ou é só dizer à parturiente o eterno "agora é que te dói, quando o fizéste não te doeu" como se ouve nas maternidades, como eu ouvi dizer não para mim mas para outra que estava em pleno parto e que em resposta deu uma dentada na enfermeira e por sinal já tinha mais duas crias ...?
Que desgraça! Eu não me queixo da MAC, fui sempre uma parturiente difícil, cheia de complicações pré e pós-parto e tive sempre excelente atendimento. Mas é por estas e por outras que estou a recomendar alternativas lá no 125... Beijinhos e melhoras da miúda crescida
ReplyDeleteparece que foi de "trombo-embolismo maciço"... palavras da medica que prestou declaraçoes...
ReplyDeleteAcho é que dá vontade de ter um "trombo-embolismo maciço" só de saber que alguem esteve 2 dias a contorcer-se de dores insuportáveis(se calhar artificialmente intensificadas c/ administração de oxitina) e provavelmente sem se alimentar, sem descanso... sem apoio, sem assistencia, sem medicaçao p/ diminuir dores, rodeada de estranhos indiferentes e quantas vezes cinicos...
acho inaceitavel isso acontecer!
nao estamos na idade média -mas parece.
ditos de enfermeiras desse nivel tambem sao inaceitaveis, por qualquer profissional que se auto-respeite...
mas assim são (com algumas honrosas excepçoes) os serviços publicos das maternidades
e ninguem se revolta? tudo se aguenta?
Bem, abençoadas as que se revoltam como a que descreveste e como uma mulher negra que eu sei: de poderosos pulmoes na hora da expulsão berrou que queria parir sentada e que tinhas todo o direito fazê-lo! toca a cantar a plenos pulmoes uma melopeia altissima africana. Como as paredes quase vinham abaixo e ela nao se calava, pelo contrario! 'negociaram' uma cantoria mais baixa a troco de a deixarem adoptar a posiçao que muitissimo bem entendesse
consegiu tudo que quis e teve um parto rapido controlado por ela
(acho que as medicas e enfermeiras piaram baixinho e parecia que estavam com medo de levar um pontapé dela... :-)
125
ReplyDeletepor sinal tb fui uma grávida de alto risco mas de parto normalissimo sem complicações - mas a maternidade foi outra e não tenho razão de queixa pessoal; mas vi muita coisa à minha volta!!
marian
ReplyDeletefosse o aue fosse...
não se fazem ultrasons, ecografias, electrocardiogramas, e até uns outros que se fazem na altura do parto e não sei o nome.
Não se sabia que o bebé era grande e que não podia sair pelo mesmo sitio que os outros? não podia estar atravessado e ser impossivel fazer um parto normal? quantas mães depois de um primeiro ou segundo parto não têm de passar pela cesariana?
poramordedeus, até a minha cadela ao terceiro parto teve de ir para a cesariana e fui eu que a levei para o vet ao fim de um dia de a ouvir ofegante com contracções e sem expulsar nada.
E salvei a cadela e os meninos!
E não se salva uma Mãe que tem dois filhos? E deixa-se sem mãe uma bebé recém-nascida? E um pai sem a Mulher ?
Por tudo isso tb a taxa de natalidade baixou e muitas mulheres têm medo do parto, qd de facto já não estamos na Idade Média, qd há tanto conhecimento cientifico, tantos meios e qd se pretende incentivar o número de nascimentos !
Mas decerto não será com os métodos actuais.
Que venham novas marés!!e se faça justiça que a saúde anda muito doente...
Vergonhoso!
ReplyDeleteBoa semana e beijinho hindyado
é vergonhoso, sem dúvida, no mínimo
ReplyDeletebjs parati
GREENTEA, a medicina mudou. Exames laboratoriais, máquinas de ressonância, monitoramento cardíaco, ecografias...está tudo aí. Falta quem os saiba e queira usar. É mais fácil falar dos baixos salários e da falta de condições do que humanizar o atendimento. Quem quer ficar rico, não vai para médico ou professor. E todos sabem disto. Então, se escolhem a profissão sabem o que os espera. Às vezes segurar a mão do paciente e olhar para ele como um igual, vale mais do que o mais caro dos fármacos.
ReplyDeleteUma vez levei o meu mais velho à emergência, quando ele ainda não havia operado o nariz e tinha fortíssimas dores de cabeça. Estava lá ao lado, separada por um biombo, uma jovem à espera de remoção para o CTI. Estava em fase terminal. E eu vi o médico, jovem como ela e o meu filho, lhe passar a mão pela testa e lhe perguntar se ela ainda se lembrava do nome. Ela lhe agarrou a mão e disse; meu nome é Tânia, obrigada.
Um toque, apenas um toque e faz toda a diferença. Se ela se foi? Provavelmente, mas teve carinho e respeito até o fim.
beijos carinhosos e que um dia tudo possa mudar.
Cada uma tem a sua experiência. Há muitos anos eu fui de "charola" para a MAC, com 4 dedos de dilatação, e quando cheguei lá, depois de esperar para ser observada (e tinha-me preparado para parir, se é que me entendem, na altura era assim) e depois de ver o que estava à minha volta, o trabalho de parto parou. Simplesmente. Parei o trabalho de parto. Tal foi o "cagaço"....
ReplyDeleteMas isto foi há muitos anos...... e continua a ser uma vergonha...
Beijinhos
Esqueci-me de dizer que saí da MAC, fui para a Bensaúde, e em 15 minutos o puto estava cá fora....
ReplyDeleteFalta a humanização...otal toque que faz a diferença...beijo amiga...
ReplyDeletepitanga
ReplyDeletepois ...o toque faz sem dúvida toda a diferença!
Há anos , o meu marido foi operado ao nariz. Foi pelo seu pé, deixando um até logo sorridente, crendo que voltaria pela tarde.
A operação durou toda a tarde, já não sabia o que pensar e qd me deixaram entrar na sala do recobro estava ligado às máquinas, sob o efeito da anestesia, rosto desfigurada e manchado pelo sangue q ainda escorria.
Senti as pernas a tremer e a vista a turvar-se e ia sair.
A enfermeira chamou-me e disse-me para falar com ele. E ali fiquei, agarrando sua mão , fazendo-lhe crer que estava tudo bem e logo iria para casa.
Foi... mas ao fim de três longos dias !
maria
ReplyDeleteacredito que muita gente "bloqueie".
Fui uma grávida de alto risco, tinha 50% de probabilidades de fazer cesariana, tinha tb alta probabilidade de ter um bebé que necessitasse de cuidados intensivos à nascença e por tudo isso o meu médico me aconselhou a Maternidade pública , onde ele tb fazia consulta.Se houvesse um problema , os hospitais e clinicas privadas não estão apetrechados para acudir ao bebé e este tem de ser transferido para a Mac ou para D. Estefanea...
Comigo correu tudo maravilhosamente e não tenho a minima razão de queixa, muito embora as instalações não fossem cinco estrelas; mas o tratamento foi excelente, bem como a assistencia pós -parto.
amigona
ReplyDeletepois ...esse toque é fundamental!
para qualquer doente.
Fiquei a pensar depois desta experiencia , porque não existe um serviço de voluntariado nestes hospitais - essa tal mão amiga que dá um conselho, um sorriso, vai buscar uma garrafa de água ou um bolo de arroz enquanto se espera o resultado das análises ou se aguarda o Raio X?
Já que as familias por vezes estorvam com a sua ansiedade, já que muitos doente estão sozinhos, porque não existir voluntariado com formação especifica para estes casos?
Fiquei sem forças...
ReplyDeleteÉ uma vergonha estes casos ainda acontecerem, com tanta coisa que há hoje em dia..
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