
Minha mãos estão envelhecendo.
Eu as vejo envelhecer, os dedos engrossados pela artrose.
Raramente vejo meu corpo.De repente, em um hotel, há um espelho e me surpreende encontrar esta senhora de carnes flácidas.
Sou eu.
Quem sou eu? O corpo que se transforma e a mente que não percebe.
Surpresas.
Então me proponho a fazer dietas, exercícios. Quimeras. Sento-me na janela do hotel, em frente ao mar. Há de me salvar. Ondas pequenas, marolas.Um navio a passar. Nas pedras batem ondas brancas de espuma
E uma piscina transparente se forma.Só há o som da água. Respiro e me inspiro
A meditar. Zazen. Silêncio interior. Não importa mais o corpo, a mente, a alegria, a dor. Integração. Ao Zazen o meu perdão, minha gratidão, minha vida. Não sou eu quem faz Zazen. É o Zazen que me faz.
Uma hora passa rápido.Tem gente a me esperar. Palestras, conversas, reflexões.
Uma hora passa rápido.Tem gente a me esperar. Palestras, conversas, reflexões.
A monja que fala de lucro, empresas, felicidade. Monja que índio desenha em transformação.“Sua voz me é conhecida, muito conhecida.”
Intimidade.
Falar ao íntimo do ser. Pois intersomos.
Baixo. Alto.
Dorme uma cabeça loira que no final me abraça com olhos húmidos. Lindo demais. Não há corpo e há o abraço.
Que sente coração batendo
Que recebe ternura
Que acolhe tristezas
Que transforma em beleza
Momento perene, eterno
No dia seguinte outro avião. Do céu vou lembrando Caymi E as ondas verdes do mar.
Outra cidade - Goiânia. Só para mulheres. Hotel cinco estrelas por duas horas. Almoço abrindo restaurante A loja mágica Estátuas de Buda, Haruman, Shiva, Kannon
No dia seguinte outro avião. Do céu vou lembrando Caymi E as ondas verdes do mar.
Outra cidade - Goiânia. Só para mulheres. Hotel cinco estrelas por duas horas. Almoço abrindo restaurante A loja mágica Estátuas de Buda, Haruman, Shiva, Kannon
Pinturas, incenso, música, autor, artista, sensível
Platéia feminina
Alguns homens sentados
Entre tantas mulheres
Ouvindo a monja falar
Fala da vida, fala da morte
Fala da vida, fala da morte
Fala da paz
Fala que fala
Sem parar
Fala, medita, levanta, agita
Senta
Tranqüiliza
A mente que pretende
Não há outra espiritualidade
Do que viver coerente
Valores, princípios
Profundos da gente
Amor liturgia
Amor liturgia
Incondicional
Sem cobrança
Transforma em bem todo o mal
Demora?
Demora?
Que importa. Pouco a pouco. E se acolhe.
Ama a si mesma mulher
Não permite o abuso, a violência
Encontra meios expedientes
Sem cólera
Sem raiva,
Sem rancor
Afasta essa dor
Ensina os meninos
A compartilhar
Trabalhos de casa, crianças a educar
Mulheres e homens em parceria
Construindo uma nova maneira de ser
Viver
Harmonia
Compartilhamento
Cuidado
Ternura
Monja Coen aqui
Muito bonito, querida!
ReplyDeleteBjocas
achei lindo ....
ReplyDeletebjinhos
Muito bonito!
ReplyDeleteBeijos
Mt envolvente.
ReplyDeleteLindo lindo!
Beijos