numa aldeia assim
numa qualquer casa assim
numa outra porta assim...
empurrou um pouco a porta e espreitou para dentro do casebre minúsculo, os degraus de acesso cobertos pelas silvas, sem uso há muitos anosos tabiques de madeira que outrora compunham as divisões da casa encontravam-se quase intactos, formando uma "sala comum" onde se teria incluido a lareira térrea, dois quartos onde apenas cabiam as camas, o forro de madeira que constituia o tecto deixava entrever as telhas e o céu imenso...
estaturas de uma outra dimensão, humanos de uma altura muito inferior à que agora temos, vivendo com parcos haveres em condições hoje impensáveis, sem luz nem água , sem tudo aquilo que hoje consideramos um must...
trabalhavam a terra e comiam do que dela tiravam, agradecendo tudo o que o céu lhes dava, fosse o sol , a neve, a chuva ou o vento, nada compravam porque não precisavam (talvez apenas o sal ), as colheitas sucediam-se ao ritmo das estações sem que houvesse um qualquer subsidio, as doenças tratadas com as ervas do campo ou alguma benzedura do Cura, umas rezas das vizinhas e a fé, a fé que move montanhas.
Se naquela época houvesse subsidio de natalidade e abono de familia , decerto estariam todos ricos.!
Foi em Avelãs de Ambom, num qualquer dia assim





























