Thursday, November 24, 2011

BUGANVILIAS VERMELHAS

Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela...Nem buganvílias vermelhas,nem vestidinhos de folhos,nem brincadeiras de guizos,nas suas mãos apertadas.
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.
Mãe-Negra tem voz de vento,voz de silêncio batendo nas folhas do cajueiro.. .
Tem voz de noite, descendo,de mansinho, pela estrada...
Que é feito desses meninos
que gostava de embalar?...
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar?...
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar?...
Mãe-Negra não sabe nada...
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo
Mãe-Negra!...É que os meninos cresceram,
e esqueceram
as histórias
que costumavas contar...


Muitos partiram pra longe, quem sabe se hão-de voltar!...
Só tu ficaste esperando, mãos cruzadas no regaço, bem quieta bem calada.
É a tua a voz deste vento, desta saudade descendo, de mansinho pela estrada...

ALDA LARA -


















































Thursday, November 17, 2011

A melhor definição de poder




QUEM


ME


DERA


SER




UMA




POMBINHA

Friday, November 11, 2011

factualidades

Sandra não queria acreditar no que viu ao abrir a porta de casa : tudo alagado, água a escorrer por todos os cantos, debaixo da cama , debaixo dos armários, na cozinha , na casa de banho, no quarto dos pais. Estava sozinha, eram oito da noite e eles estavam fora , em trabalho. Chegariam tarde, cansados da viagem.
Por isso deitou mãos à obra, pôs as tralhas na rua , os tapetes a secar, as mantas a escorrer , lavou , secou , limpou aquilo que era possivel fazer e o que parecia ser mais urgente. Não sabia a origem da inundação.
Só depois de tudo limpo ligou para os pais a contar o sucedido. O soalho estragado, os móveis inchados com o caudal da água, as paredes acabadas de pintar com marcas bem visiveis da altura da água...



No dia seguinte, a explicação veio bem clara na pessoa do vizinho do lado que tinha a água cortada por falta de pagamento e decidiu forçar o contador. A água jorrou por todos os lados , vieram os Bombeiros e a Policia, tomaram conta do auto, trouxeram as bombas para retirar a água do elevador e das garagens e cada um seguiu à sua vida, sem se ralar com mais nada.
Raiavam os primeiros raios primaveris quando o dito vizinho começou a encher e esvaziar a piscina numa ansia de Poder sobre os outros, numa manifestação nítida de superioridade (?), de exclusão de qualquer sentimento de proteção do ambiente, de poupança de um liquido escasso e caro que porventura já pensaria não vir a pagar.
No mês de Agosto, a luz foi cortada por falta de pagamento; em Setembro foi a vez da água. Deixou de ser visto por ali, a casa ficou desabitada. Naquela manhã de Outubro, lembrou-se de vir fazer uma limpeza ao local e para tanto, nada melhor que forçar o contador, sem que ninguém desse conta, pensou ele...
Mas as coisas não lhe correram de feição, o Smas mais esperto que ele, os Bombeiros avisados, a PSP a efectuar inquérito. Resultado imediato : multas e custas, queixa para o Tribunal, participação do ocorrido.

Hoje, chegou pelo correio a comunicação do DIAP-2ªSecção GLN.Sintra :
Comunica-se a V. Exa na qualidade de Lesado, ...
de que foi proferido despacho de arquivamento no Inquérito referenciado nos termos do art 277º do Código do Processo Penal...
A factualidade participada não se reveste de natureza criminal e não existem factos que careçam de investigação.
Não se vislumbra que os factos constantes do presente inquérito careçam de investigação e/ou que os mesmos possam integrar e comprovar a prática de qualquer ilicito de natureza criminal...
O elemento subjectivo do crime consiste na consciencia e vontade de destruir, danificar, tornar não utilisável a coisa alheia, com intenção de ofender a propriedade de outrem.
Face aos elementos constantes dos autos, facilmente se depreende que não estamos perante este tipo de crime, nem qualquer outro.
Pelo exposto ,... determino o arquivamento dos autos
Comunique.

A Procuradora-Adjunta

Sunday, November 6, 2011

sabores de Sintra




















A Confraria dos Sabores de Sintra irá estar presente na Mostra dos Sabores do Concelho, de 11 a 13 de Novembro na Adega Visconde Salreu. Durante o fim de semana os mais gulosos poderão usufruir dos sabores e aromas da nossa região.

Câmara Municipal de Sintra


http://www.cm-sintra.pt/
Esta iniciativa tem como objectivo promover Sintra pela sua diversidade e originalidade de sabores e proporcionar ao público um fim-de-semana de degustação num ambiente envolvente e agradável.



Adega Visconde Salreu - Colares
Sintra na rota dos vinhos de Colares


Visite a exposição “O Vinho de Colares” 2011, na Adega Visconde de Salreu, em Colares, com o objectivo de recordar o papel dos vinhos da centenária Região Demarcada de Colares como motor de desenvolvimento económico-social da região. O visitante vai poder tomar contacto com a História da região, com os objectos e imagens relativos às vindimas, tendo ainda possibilidade de participar nas provas de vinhos comentadas, aos domingos. Para melhor conhecer o litoral de Sintra e estas vinhas, com características únicas no mundo, há à disposição do público bicicletas para percorrer o terreno. De entrada livre, a exposição estará patente até ao dia 13 de Novembro, Dia Internacional do Enoturismo. Pode ser visitada ao fim-de-semana (de sexta-feira a domingo), das 14h00 às 19h30.


A mostra patente na Adega Visconde de Salreu visa destacar a importância deste legado cultural e patrimonial na promoção do Concelho de Sintra. A exposição “O Vinho de Colares” 2011 está integrada num plano de acção a concretizar a curto e a médio prazo para a criação, divulgação e promoção de um produto turístico de elevada qualidade e autenticidade, favorecedor da descoberta e interpretação da Cultura do Vinho nesta região.


Esta iniciativa insere-se na promoção da marca turística internacional Sintra, Capital do Romantismo


Local: Adega Visconde de Salreu (Colares


Horário: De 11 a 13 de Novembro de 2011, de sexta-feira a domingo, das 14h00 às 19h30


Entrada: Livre

Provas de Vinhos: Aos domingos, às 17h00

Loja: Venda de vinho e livros alusivos ao tema














Sunday, October 23, 2011

Friday, October 21, 2011

Ricos e pobres













EM 1661

DIÁLOGO ENTRE COLBERT E MAZARINO DURANTE O REINADO DE LUíS XIV (Pouco ….ou nada mudou !!!!)
Colbert foi ministro de Estado e da economia do rei Luiz XIV. Mazarino era cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Notável coleccionador de arte e jóias, particularmente diamantes, deixou por herança os "diamantes Mazarino" para Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris.


O diálogo:
Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível.

Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...


Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro.E como é que havemos de o obter se já criamos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: Criam-se outros.

Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: Sim, é impossível.

Colbert: E então os ricos? Mazarino: Sobre os ricos também não. Eles deixariam de gastar. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.
Colbert: Então como havemos de fazer?

Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.

Thursday, October 13, 2011

Gerir

Gerir também começa por limpar o que está sujo, os dejectos que outros evacuaram, substituir o que está obsoleto, reciclar, produzir , optimizar....

Ser voluntário é tudo isso e muito mais; é sobretudo sentir muito , muito amor pela causa que se abraça, é gerir ao milimetro todos os recursos possiveis que são sempre escassos, é dar muitos passos que não podem ser lentos, é apanhar o sol da manhã, vestir roupa de trabalho para que nos possamos sujar à vontade e meditar . Meditar muito enquanto se fazem as tarefas mais rudimentares possíveis, tão elementares que alguns porventura se recusariam a fazê-las.



Ser voluntário é deixar de ter tempo para futilidades, é chegar a casa cansado e não precisar de medicamentos para depressões ou alzheimer; é tomar um baaanho (procurando não gastar muita água nem gaz!) e voltar a sair de casa para ir trabalhar na nossa profissão, se possivel. É sentir-se bem consigo próprio, é fazer algo para bem da sociedade, humana ou não.





AAAH! se os nossos políticos fizessem um dia só que fosse de voluntariado por semana, talvez aprendessem de uma vez por todas a gerir recursos escassos, promovendo no entanto o desenvolvimento das instituições e o bem estar das populações.

E agora , deixa-me ir , que tenho de ir limpar a m............... que outros fizeram , tal como na foto acima.