Tuesday, January 19, 2010

Histórias feias de cachorros lindos. AJUDEM








Amigos e amigas, venho até vós para vos comunicar uma história um pouco triste, mas juntos encontraremos solução. No dia 2 de janeiro ao fim da tarde numa das minhas voltas de BTT aqui na minha zona, deparei-me com 4 cachorros abandonados no meio do mato, num fim de tarde chuvoso e frio. Parei estupefacto com aquele "espectáculo" horroroso de 4 cães amontoados em cima uns dos outros na tentativa de se aquecerem uns aos outros. Assim que parei, pouco passou até que viessem ter comigo, demonstrando uma enorme alegria, própria de quem solicita carinho e calor. (TAMBÉM OS ANIMAIS TÊM ESSE DIREITO!) Fiquei ENFURECIDO depois de ver que não havia nenhuma cadela por perto,chegando á conclusão de que tinham sido abandonados ali, haveriam poucas horas, já que não aparentavam sub-nutrição. Perguntei-me a mim mesmo durante os cerca de 30 minutos que estive ali junto a eles tentando que se sentissem melhor, como seria alguém capaz de fazer e colocar aqueles pobres indefesos naquela situação. Tremiam de frio como nunca vi. Depois daquele triste espectáculo e de muito ponderar em relação aquela situação resolvi juntamente com os meus pais, levá-los comigo para que pudessem ter algumas condições dignas de um ser que veio a este mundo sem culpa própria. Acontece que com estas "brincadeiras" de não conseguir ver animais abandonados propositadamente devido aos caprichos de gente sem escrúpulos, tenho imensos animais em casa, 4 cães e cerca de 20 gatos. Dessa forma gostaria de em conjunto convosco na divulgação deste email, conseguissemos encontrar donos para o SORTUDO, o FELIZARDO, o AFORTUNADO e o ALEGRETO (nomes que coloquei, só para os poder distinguir). São 4 cachorros, todos machos, com cerca de 2 meses de vida (se tanto), que precisam de alguém que esteja disposto a dar-lhes o carinho que eventualmente nunca tiveram. Como disse anteriormente não poderei ficar com mais estes 4 cachorros, querendo evitar ter de os dar a um canil onde concerteza não terão as mesmas condições e a mesma sorte. Juntamente envio-vos fotos dos 4 cachorros e peço-vos que repassem este email a todos os vossos contactos SFF. (só esse pequeno passo já ajudará bastante). Poderão contactar-me através do email: claudiogamasxl@hotmail.com deixando o vosso contacto se eventualmente estiverem interessados em ficar com um deles. UM MUITO OBRIGADO desde já!Cláudio Gama

Sunday, January 17, 2010

Comboios




-Entroncamento ...disse o condutor. Levantou os olhos do livro que ia a ler e lembrou-se de outras viagens, dos tempos em que fizera o estágio em Abrantes e todos os fins de semana era a mesma correria, ela e a Fernanda, colega de escola e de estágio, fazendo aquele percurso à sexta à tarde e à segunda de manhã. Um dia fartou-se que a orientadora era subdotada, tacanha, de vistas curtas e ela não esteve para a aturar. Bateu a porta, apanhou o último Sud para Santa Apolónia e partiu para outras lides.



Os combóios sempre lhe trouxeram boasnovas. Naquele ano longiquo em que fora passar férias a Pedras Salgadas, tinha então 16 anos, conheceu o primeiro namorado, uma história longa que durou sete anos e um final que há muito se anunciava. Lembrava-se bem, de uma outra viagem ao Porto, como se fosse uma ida sem regresso, da carta em cima da prateleira e dos desencontros seguintes.
Mas na memória tinha ainda bem frescas as imagens de outros comboios que apanhara para ir até à Guarda e como eram longas as viagens nesse tempo. E só eles dois sabiam, um segredo apenas deles, que as familias não tinham nada com isso.
Agora, via-se a apanhar de novo o comboio da Beira Alta, com outra comodidade, com menos demora, Santa Apolónia deixara de ser o eixo central , agora na Gare do Oriente. Fazia-se um desvio ao Shopping , e em dias de sol, era possivel almoçar na varanda com as gaivotas a esvoaçar por perto, esperando um pouco de pão ou uma batata frita.
O Tejo sempre por perto, a leziria inundada, Vila Franca , Santarém , Entroncamento ... nunca mais gostou dessa zona, por outros motivos também , que nem vinham ao caso. Mas não gostava do Ribatejo. Coimbra, vista do comboio era feia; os arredores decadentes, abandonados, envelhecidos. Preferia então os penhascos, a rudeza do granito, as pedras arredondadas sem vegetação, um casebre aqui e além, a paisagem agreste, dura, sombria, de poucas falas como as gentes daqueles locais. Lembrava-se do mini-comboio da linha do Douro, dos percursos da Régua até Pedras, comparava as pessoas .
Decididamente o seu lugar não era mais em Lisboa !
Uma vez mais era o comboio que lhe trazia a noticia, como sempre .

Tuesday, January 12, 2010

essencias d'água





A proposta desta Essência D'Água é levar cada um por suas próprias passagens e travessias. Mover-se através do túnel ou das dificuldades é como acender a luz no quarto escuro; temos consciência que o interruptor está instalado próximo da porta, está na altura dos ombros ao alcance das mãos, como as soluções dos problemas.
O que não temos é clareza na atitude que temos de tomar para querer sair do escuro e enxergar, então lembrar que sabemos onde esta o botão, é nos movermos para a luz. É isso que propõe esta essência tomar consciência de que é a nossa atitude de calma e clareza mental que nos levará para ela.
Saber que ajustes são necessários em qualquer idade ou situações diferente das já vividas, não é destruir-se, mas sim se ajustar a novas prioridades que estão aparecendo a nossa frente, é crescer, e com esta atitude, viver melhor. mais...





Reflexão
Vejo Luz no fim do túnel.
Depende de mim:- resolver problemas.
Sei o que posso fazer.

Saturday, January 9, 2010

dreams


Madalena deitou-se tarde, tarde mesmo. Às quatro da manhã ainda sentiu o padeiro que todas as noitess vem deixar o pão à porta. Deitou-se e adormeceu de seguida; sózinha em casa não ouve barulhos nem o ressonar dum ou a tosse de outro...

Mas sonhou. Sonhou que tinha seis facas com lâmina de serrilha a dançarem dentro do estomâgo, facas com cabo de madeira que habitualmente se usam para os churrascos. Expulsou duas ... as outras continuaram o baile frenético...

De manhã quando acordou lembrava-se perfeitamente do sonho e da dança das facas.

Entretanto, lembrou-se de um outro sonho de há dias . Alguém lhe propunha um novo emprego, como se fosse algo superinteressante. Aceitou calorosa.

- Mas tu aceitas ? - dizia o outro.

- Claro que aceito - respondia ela , entusiasmada.

- É que terás de ir limpar os sanitários de ...


Acordou estremunhada, sem saber o que dizer, o que fazer.


E tu, o que pensarias ??

Wednesday, January 6, 2010

Ventos de... mudança


"Os ventos que às vezes levam algo que amamos são os mesmos ventos que nos trazem algo que aprendemos a amar.
Por isso, não devemos chorar pelo que nos foi tirado, e sim aprender a amar o que nos foi dado, pois tudo que é realmente nosso o vento nunca irá levar."/

Tuesday, January 5, 2010

ritual de esperança







Ao cuidar de uma árvore dedicada a uma pessoa querida, sentimos, também receber dela a sua energia de cura. A força curativa da Natureza é espontânea.
A Natureza nos ajuda a acolher o que quer que surja em nós, pois ela é a autêntica expressão da capacidade de lidar com todas as transformações.
A serenidade que o contato com a Natureza nos oferece ajuda-nos a sustentar o processo de curar uma dor. É importante encontrarmos um lugar onde possamos vivenciar nossa dor, sentindo-nos acolhidos pelo ambiente que nos cerca. A aprendizagem de plantar em grupo oferece às pessoas que estão sofrendo uma oportunidade de voltar a interagir socialmente.
Observando as árvores, aprendemos muito sobre o ciclo de morte e renascimento, de maneira direta e natural. Desta forma, resgatamos o sentido de continuidade que foi rompido pelo sentimento de aniquilação devido à perda da pessoa amada.
O plantio, em si, é um ritual de esperança: enterramos a vida contida na semente e nos propomos a cuidar dela durante todo o seu crescimento. Ao apreciar a Natureza, podemos reconhecer nossa habilidade de valorizar a existência em si mesma, o que nos ajuda a aceitar aquilo que não conseguimos compreender durante o luto. A Natureza continuamente expressa a mensagem de que tudo, sempre, segue em frente. Isto nos inspira a abraçar o novo e a nos abrirmos para novas escolhas: um passo fundamental para curar a dor de uma perda
.mais...



Monday, January 4, 2010

O que o luto pode nos ensinar


O que o luto pode nos ensinar:: Bel Cesar ::
Aprendendo a conviver com a perda
Sensação de estar caindo no vácuo: um espaço vazio, desconhecido e silencioso.
São sentimentos que surgem quando recebemos a notícia do falecimento de alguém importante em nossa vida. Nosso corpo sente-se como se tivesse também tido uma falência. Não entendemos ao certo o que estamos sentindo, ficamos atordoados, fora do tempo. Sabemos apenas que algo grave e denso ocorreu.
À medida que nos recuperamos deste choque inicial, enfrentamos a realidade da perda: o que e onde mudou. A ausência da pessoa que se foi evidencia como estávamos nos apoiando nela em certos aspectos de nossa vida. O luto torna-se, então, um período de conscientização da necessidade de recuperarmos nossa própria capacidade de auto-sustentação. Em algumas áreas de nossa vida, será a primeira vez que estaremos aprendendo a ser autônomos!
Sentimo-nos como um jogo de quebra-cabeças que foi desmontado e remexido. Ao tentarmos unir as peças que estavam separadas umas das outras é que nos damos conta que elas já estavam distantes entre si há muito tempo, muito antes do falecimento da pessoa que despertou o processo de querer juntá-las. A ausência daquele que se foi evidencia onde e como estávamos rompidos, distantes de nós mesmos. Logo, é hora de perceber nosso verdadeiro tamanho sem a presença e a dinâmica dessa pessoa que preenchia tantas lacunas em nosso processo de autoconhecimento.
O luto é um tempo de reconstrução de nossa auto-imagem. Na fragilidade da dor da perda, desvendamos camadas mais profundas de nosso interior; é lá encontramos feridas não curadas. Durante o luto, nossos usuais mecanismos de defesa frente à dor falham. Já que não é possível evitar a dor, temos de aprender a enfrentá-la. É hora de nos perguntarmos: Do que nossa dor realmente se lamenta? Há quanto tempo essa dor pede para ser vista e tratada?
Mesmo sem ter a resposta, nossa consciência nos pressiona a fazer algo para sair de onde estamos atolados. Alessandra Kennedy escreve em seu livro: O pesar revolve os mais profundos níveis da psique trazendo à tona questões não resolvidas, que silenciosamente sabotam a nossa vida. Os sonhos nos informam sobre a presença dessas questões e fornecem orientação de como resolvê-las. Quando ignorados, podem se repetir ou surgir de forma mais dramática, talvez transformando-se em pesadelos.
Não fomos educados para lidar com a dor da perda. Instintivamente, aprendemos a conter nosso amor na tentativa de nos protegermos contra a dor dessa realidade: de que um dia iremos nos separar daqueles com quem convivemos tão de perto. Na economia do amor só há perdas. O luto nos ensina a despertar o amor por nós mesmos, e desta forma ampliamos nossa abertura com os outros. Caem as resistências, pois passamos a lidar com a vulnerabilidade da vida. O luto nos ensina que, pelo resto de nossas vidas, teremos que aprender a aceitar a inevitabilidade de nossa própria mortalidade. Um novo olhar de auto-reconhecimento começa a surgir quando passamos a acolher, com afeto e tempo, a fragilidade diante da dor da perda. As questões inacabadas vêm à tona: tudo que ficou por ser dito, escutado, feito e compartilhado. Revemos todas as áreas de nossa vida: afetiva, financeira, profissional e espiritual. Surge a coragem, gerada pelo desejo sincero de mudar o que for preciso mudar.
Durante o processo de luto, nos damos conta, também, das falsas expectativas que tínhamos em relação àquele que faleceu. Se elas não se realizaram em vida, agora é a hora de aceitar nossa decepção, pois não há mais como remediá-las. Chegou o momento de agradecer por tudo que recebemos e de aceitar o que não pudemos receber. A partir daí, surge em nós um processo profundo de reavaliação de nossas expectativas atuais. É tempo de nos darmos uma nova chance, real e possível. O luto é um processo que foge ao nosso controle e por isso pode durar muito mais tempo do que imaginamos que possa durar. Mesmo depois de nos recuperarmos, ainda iremos, inesperadamente, nos encontrar em situações que fazem com que sintamos que caímos outra vez no vácuo da perda. Cada vez que nos erguermos, retornaremos mais inteiros. Como escreve Robin Robertson em seu livro: Não há mudança que não principie na escuridão da alma humana. Primeiro, temos de descobrir uma entrada para a escuridão, a seguir, temos de acender uma velinha no escuro para que possamos procurar nosso eu futuro e, por fim, temos de nos unir a ele. E isso requer determinação, paciência e, mais que tudo coragem.Para finalizar, é bom lembrar que do mesmo modo que tivemos de aprender a nos permitirmos sentir a dor para superá-la, teremos que nos permitir sentir a alegria para celebrar o fato de estarmos vivos. Aqueles que se foram ensinam os que ficaram a viver melhor. daqui

Bel Cesar é terapeuta e dedica-se ao atendimento de pacientes que enfrentam o processo da morte.Autora dos livros Viagem Interior ao Tibete, Morrer não se improvisa, O livro das Emoções e Mania de sofrer pela editora Gaia. Visite o Site