


Era uma tarde quente de Agosto. O nardo estava ressequido com as folhas murchas e amarelas. Passaram anos desde que a antiga dona o acarinhava e regava, consolando-o com palavras doces, murmuradas em voz baixa.
Depois que ela morrera, a casa fora deitada abaixo e reconstruida, vinham agora os filhos e os netos de vez em quando ,mas o nardo , esse passava muitos e muitos dias de solidão sentindo a saudade das mãos que outrora o acarinhavam.
Então , ela chegou e reparou na secura dele, na tristeza que o consumia. Primeiro, deu-lhe água fresca para o alimentar; depois partiu-o em três : um vaso ficou naquela casa em que sempre estivera, outro foi para uma neta e outro levou-o consigo lá para Sintra.
Amorosamente, tratou dele e o bolbo deu folhas e flores lindissimas, de um perfume maravilhoso, semelhante ao jasmim , seu vizinho. Nunca antes tinha tido nardos nem lhe conhecia as caracteristicas. A planta que antes era da sogra, revivia agora na sua casa, inundando-a de paz e amor.
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