Sunday, March 30, 2008

Nunca é tarde demais




Florentino Ariza (Javier Bardem), poeta e telegrafista, encontra o grande amor da sua vida ao ver Fermina Daza (Giovanna Mezzogiono) na janela da casa do pai dela. Escrevendo cartas apaixonadas, aos poucos, Florentino conquista o coração de sua amada, mas o pai da moça fica furioso quando descobre o romance e jura afastá-los para sempre. Fermina, então, é obrigada a casar com o sofisticado aristocrata dr. Juvenal Urbino (Benjamin Bratt). Ele a leva embora para Paris por vários anos e, quando...Leia a sinopse na íntegra.


às vezes passo meses sem ir ao cinema mas este fim de semana foi em cheio : sábado à noite fui ver " O Amor nos Tempos do Cólera", baseado no livro de Garcia Marquez que já há muito tinha lido.

Domingo à tarde repeti a dose mas desta vez seguindo o conselho da marian e fui ver

Nunca é tarde demais

Friday, March 28, 2008

As primas de Leonor

Sábado - as primas combinam uma saída, querem ir prá noite ...
Vanessa tem 26 anos, trabalha em Lisboa , tem a sua casa, é Engenheira Quimica
Cátia anda pela mesma idade, viveu cinco anos sozinha em Faro, é Oceanógrafa e trabalha em Lisboa;
Sofia é a mais nova , estuda Engenharia de Materiais e por força das distancias passa a semana fora de casa

As cunhadas analisam o assunto, sentadas à lareira

A mãe de Vanessa é peremptória : não vais, estás com dores de garganta, está muito frio, ficas em casa

Pois, diz a mãe da Cátia , será melhor. Vão sair , depois fico em cuidado, há tanta coisa por aí, não venham tarde que há gelo na estrada e quem é que vem a conduzir, porque não
ficam em casa?Mãe de Sofia fica a olhar para elas espantada : deixa as miúdas irem sair, vão com os primos, são todos responsáveis, não se metem em copos nem maluqueiras; perigos há sempre , até de dia , se vamos a pensar assim nunca eu dormia nem vocês as duas enquanto elas estiveram fora de casa a estudar...
São perspectivas diferentes sobre o mesmo tema. As mães esquecem que as filhas são adultas, maiores e vacinadas
e querem continuar a impôr a sua autoridade. Nunca consegui funcionar assim com a minha filha. Gradualmente responsabilizei-a , preparei-a para ser independente e aprender a tomar decisões. Por vezes telefona-me a perguntar a quantidade de água que deita no arroz ou se pode lavar o blusão a 40º. Mas no dia em que teve um furo às duas da manhã, depois de estar a acabar um trabalho na Faculdade, não telefonou para os paizinhos - ligou para os colegas e eles foram ajudá-la a mudar o pneu!Vanessa teve de ficar em casa, mas as outras duas saíram prá noite, na Guarda e voltaram madrugada adentro, com três graus negativos, mas sãs e salvas !


Monday, March 24, 2008

a aldeia de Leonor

Leonor vive numa pequena aldeia, com os pais e o mano e muitos tios e primos. Por isso é sociável e depressa se habituou às conversas familiares e às brincadeiras ruidosas. Dorme profundamente durante horas a fio e depois abre a boquita para se deliciar com o belo leite da mamã. Já se vestiu a preceito, claro, com toilettes muito in, em tons que vão do rosa ao verde e ao laranja e abarcam todo o arco-íris. Só hoje tive o previlégio de a ver a abrir o olhito meio azul-meio acinzentado, com a indefinição própria de quem apenas tem 10 dias , 51cm e pouco mais de 3Kg. A aldeia de Leonor por vezes cobre-se de neve;
Muitas casas são de granito, algumas desabitadas, outras em reconstrução
Ainda se trabalha nos teares, como antigamente...

Os sinos tocam para saudar a manhã e dizer que o dia terminou, para anunciar a hora da Missa ou tocar a rebate em caso de acidente grave
Lenor tem um mano que já cresceu muito depois desta foto
mais informações sobre a aldeia de Leonor podem ser vistas AQUI



Friday, March 14, 2008

Leonor chegou!!!


vem fermosa e não segura

Leonor pela verdura....


chega num dia lindo de Primavera

esta menina aguardada com expectativa pelos pais

e pelo mano Miguel

que lhe escolheu o nome


Nasceu às duas da tarde , não lhe sei o peso nem o tamanho

mas sei que correu tudo bem e até já falei com a Mamã.


Conhecerei Leonor no Domingo

-dizem que ainda é mais bonita que o mano.

Nem sempre acho muita graça a recém-nascidos

mas esta menina será especial,

apesar de também ser uma sobrinha -neta por afinidade.
(é assim que a imagino, tal como está na foto!)

Thursday, March 13, 2008

Familias Mono-parentais







Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) estas são as famílias em maior risco de pobreza e sem emprego fixo. No topo dos agregados familiares em risco de pobreza estão as famílias compostas por um adulto e crianças dependentes (41%). Em segundo lugar, os idosos a viver sós (40%) e em terceiro, as famílias compostas por dois adultos com três ou mais crianças dependentes (38%). Em relação ao emprego, a percentagem de agregados sem emprego com crianças dependentes subiu de 56% em 2004 para 73% em 2006. Ao contrário, a percentagem destes agregados com emprego permanente desceu de 10% para 8%. São os números do Instituto Nacional de Estatística. Entre os objectivos que propomos, enumeramos os prioritários:




assine também a petição online

Wednesday, March 12, 2008

Fadas e unicórnios


- Mãe, existem mesmo unicórnios?

- Claro!

- A sério? Onde?

- No mundo dos sonhos. Vivem com as fadas e outros seres mágicos.

- Mas esse mundo é onde? É em Portugal?

- Também.

- Ai, acho que estás a enganar-me.

- Não estou nada! O mundo mágico dos sonhos é em toda a parte.

- Posso ir lá?

- Sempre. O mundo dos sonhos só vai desaparecer se deixares de sonhar. Vou contar-te um segredo para estares prevenida: quem diz que não existem unicórnios e fadas diz isso porque deixou de sonhar. Só por isso!
(texto roubado à soukha)

Monday, March 10, 2008

A menina de sua mãe



Lembra-se daquela manhã de quinta-feira , como se fosse hoje. Levantaram-se cedo para ir à consulta , em Lisboa. Na véspera preparara a mala com o indispensável, para o que desse e viesse. Estava cansada da gravidez , da barriga grande a evitar~lhe certos movimentos, da dificulfdade em ver os próprios pés ou de enfiar os collants... Além do mais , o marido tinha os dias de férias contados, viera de tão longe expressamente para estar com ela na altura do nascimento e a miúda não se despachava... Andava nervosa por tudo isso enquanto se mentalizava para que não acontecesse uma cesariana, que seria o caos para ela , sem ninguém para a ajudar.
Naquela quinta-feira de sol bem radioso, foi atendida na consulta. Fez os exames de rotina e no final a médica disse-lhe: Está tudo bem, vá comer qualquer coisa leve que vai entrar para a sala de partos ...
Era tudo o que ela queria ouvir. Foram os dois almoçar, falaram de trivialidades e das rotinas que havia em casa para fazer, dos cães e das pessoas a quem dar a noticía. Já estava há muito decidido pelos dois que ela entraria sozinha na Maternidade, sem assistência, de comum acordo e que ele iria para casa. Ela queria assim; ele preferia que assim fosse.

Preparou-se como lhe haviam dito, deitou-se no quarto indicado e aguardou, desejando aquele momento único , que decerto não se repetiria mais, mentalizando-se para que o parto fosse normal. A tarde foi-se escoando sem que desse conta das horas; de vez em quando a médica vinha saber como estava. Pela porta entreaberta ouvia o bulicio nos corredores, o chinfrim que uma das mulheres fez quando mordeu a enfermeira, dizendo que se atirava da maca abaixo, apesar de já ir no 3º filho...
De repente, tão de repente que não o pôde evitar, um urro saiu-lhe da garganta. Acorreram logo médicos e enfermeiras, levaram-lhe a cama para a sala de partos e transferiram-na cuidadosamente para a marquesa própria sem que percebesse o que estava a acontecer.
Faça força, faça força - dizia a Dra Leonilde , para logo a seguir colocar a sua menina em cima da barriga. Olhavas tudo à tua volta, com olhos de ver o mundo , lembro-me como se fosse hoje e eras linda . Nasceu às 23.05h -disse a enfermeira quando te pôs a pulseira no braço e levou-te para a pediatria. Sentia-me atordoada mas feliz.
Enquanto me levava para o quarto, o maqueiro perguntou-me se queria uma chávena de leite, que àquela hora a cozinha já tinha fechado. Bebi o leite morno e pedi~lhe um favor , já que não havia telemóveis nem eu tinha dinheiro comigo: ligue para este número e diga que correu tudo bem, que amanhã lhe pago. Foi assim que o Pai soube que já tinhas nascido.
Mal dormi em toda a noite, de manhã cedo mandaram-me levantar para ir tomar duche e no regresso já estava o teu bercinho ao pé de mim. Dormias tranquilamente. Fiquei a contemplar-te sem saber como lidar contigo, sem saber como nos iríamos entender, temendo que algo falhasse.
Pouco depois chegou o teu Pai, carregado de flores e com um sorriso nos olhos que nunca antes lhe vira.
Foi há vinte anos . Mas lembro-me como se fosse hoje.