Friday, March 7, 2008

Semana da Mulher 7 - Sagrado feminino


"As mulheres honram o seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimento intuitivo inerente a sua natureza receptiva. As mulheres precisam aprender a amar, compreender, e, desta forma, curar umas às outras. Cada uma delas pode penetrar no silêncio do próprio coração para que lhe seja revelada a beleza do recolhimento e da receptividade".
Jamie Sams
Sagrado Feminino é um termo que está relacionado à força misteriosa geradora de vida que está no Universo e dentro de cada um de nós. Desde os primórdios esta força foi honrada nas mais diversas formas
As mulheres desde o início dos tempos eram xamãs, bruxas e curandeiras. O caminho do feminino, desde seus primórdios, mostra evidências de que as mulheres realizavam rituais e cerimônias em um grupo coeso e vinculado biológicamente pelos ciclos naturais e mistérios do sangue e do Sagrado Feminino.
Sagrado Feminino é um termo que está relacionado à força misteriosa geradora de vida que está no Universo e dentro de cada um de nós. Desde os primórdios esta força foi honrada nas mais diversas formas.

Thursday, March 6, 2008

Semana da Mulher 6 - Mulher afegã



Algumas das principais regras que a mulher afegã tem de obedecer durante o regime da milícia islâmica talibã:
1. É absolutamente proibido às mulheres qualquer tipo de trabalho fora de casa, incluindo professoras, médicas, enfermeiras, engenheiras, etc.
2. É proibido às mulheres andar nas ruas sem a companhia de um “nmahram” (pai, irmão ou marido).
3. É proibido falar com vendedores homens.
4. É proibido ser tratada por médicos homens, mesmo que em risco de vida.
5. É proibido o estudo em escolas, universidades ou qualquer outra instituição educacional.
6. É obrigatório o uso do véu completo (“burca”) que cobre a mulher dos pés à cabeça.
7. É permitido chicotear, bater ou agredir verbalmente as mulheres que não usarem as roupas adequadas (“burca”) ou que desobedeçam a uma ordem talibã.
8. É permitido chicotear mulheres em público se não estiverem com os calcanhares cobertos.
9. É permitido atirar pedras publicamente a mulheres que tenham tido sexo fora do casamento, ou que sejam suspeitas de tal.
10. É proibido qualquer tipo de maquilhagem (foram cortados os dedos a muitas mulheres por pintarem as unhas).
11. É proibido falar ou apertar as mãos de estranhos.
12. É proibido à mulher rir alto (nenhum estranho pode sequer ouvir a voz da mulher).
13. É proibido usar saltos altos que possam produzir sons enquanto andam, já que é proibido a qualquer homem ouvir os passos de uma mulher.
14. A mulher não pode usar táxi sem a companhia de um “mahram”.
15. É proibida a presença de mulheres em rádios, televisão ou qualquer outro meio de comunicação.
16. É proibido às mulheres qualquer tipo de desporto ou mesmo entrar em clubes e locais desportivos.
17. É proibido andar de bicicleta ou motocicleta, mesmo com seus “maharams”.
18. É proibido o uso de roupas que sejam coloridas, ou seja, “que tenham cores sexualmente atraentes”.
19. . Os transportes públicos são divididos em dois tipos, para homens e mulheres. Os dois não podem viajar no mesmo.
20. É proibida a participação de mulheres em festividades.
21. É proibido o uso de calças compridas mesmo debaixo do véu.
22. As mulheres estão proibidas de lavar roupas nos rios ou locais públicos.
23. . As mulheres não se podem deixar fotografar ou filmar.
24. Todos os lugares com a palavra “mulher” devem ser mudados, por exemplo : O Jardim da Mulher deve passar a chamar Jardim da Primavera.
25. Fotografias de mulheres não podem ser impressas em jornais, livros ou revistas ou penduradas em casas e lojas.
26. As mulheres são proibidas de aparecer nas varandas das suas casas.
27. O testemunho de uma mulher vale metade do testemunho masculino.
28. Todas as janelas devem ser pintadas de modo a que as mulheres não sejam vistas dentro de casa por quem estiver fora.
29. É proibido às mulheres cantar.
30. É proibido a homens e mulheres ouvir música.
31. Os alfaiates são proibidos de costurar roupas para mulheres.
32. É completamente proibido assistir a filmes, televisão, ou vídeo.
33. As mulheres são proibidas de usar as casas-de-banho públicas (a maioria não as tem em casa).
Fonte: Revista Notícias Magazine, 21 de Outubro de 2001. aqui



Wednesday, March 5, 2008

Semana da Mulher 5 - Monja Zen



Monja Coen Sensei é missionária oficial da tradição Soto Shu - Zen Budismo com sede no Japão e é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista, criada em 2001, com sede em Pacaembu.
Iniciou seus estudos budistas no Zen Center of Los Angeles - ZCLA. Foi ordenada monja em 1983, mesmo ano em que foi para o Japão aonde permaneceu por 12 anos sendo oito dos primeiros anos no Convento Zen Budista de Nagoia, Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo.
Participou de vários cursos e programas de formação para monges tendo se graduado no mestrado da tradição Soto Shu.
Retornou ao Brasil em 1995, e liderou as atividades no Templo Busshinji, bairro da Liberdade, em São Paulo, e sede da tradição Soto Shu para a América do Sul durante seis anos. Foi, em 1997, a primeira mulher e primeira pessoa de origem não japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil, por um ano.


Participa de encontros educacionais, inter religiosos e promove a Caminhada Zen, em parques públicos, com o objetivo de divulgação do princípio da não violência e a criação de culturas de paz, justiça, cura da Terra e de todos os seres vivos.

Inspira-se na frase de Mahatma Gandhi:
Temos que ser a transformação que queremos no mundo.

Tuesday, March 4, 2008

Semana da Mulher 4 - marian e rosa

"Los derechos humanos de la mujer y de la niña son parte inalienable, integrante e indivisible de los derechos humanos universales. La plena participación, en condiciones de igualdad, de la mujer en la vida política, civil, económica, social y cultural en los planos nacional, regional e internacional y la erradicación de todas las formas de discriminación basadas en el sexo son objetivos prioritarios de la comunidad internacional".


Declaración y Programa de Acción de Viena, parte I, párrafo 18


*
No ambito da comemoraçao do Dia Internacional da Mulher retirei este texto da
Para Rosa Leonor Pedro que vai ter

(reunioes periodicas orientadas por Rosa Leonor Pedro com o objectivo de apresentar livros e trabalhos de mulheres que contribuem para a evoluçao da consciencia da mulher)

Monday, March 3, 2008

Semana da Mulher 3 - Marie Curie



Marie Curie nasceu em Varsóvia, capital da Polônia, com o nome de Maria Sklodowska. Seu pai era físico e a mãe, que cedo morreria, era diretora de um colégio.
Em 1891, mudou-se para França, onde dois de seus irmãos já se encontravam . Para (sobre)viver, trabalhou como preceptora, só indo inscrever-se na Faculdade de Ciências da Sorbonne, em Paris, no mês de julho de 1896, aos 28 anos, ficando em 1° lugar nos exames. Lá obteve os graus de bacharel em Física e Matemática. Viveu com poucos recursos, chegando, certa vez, a desmaiar de fome durante a aula.
Quatro anos depois, casou-se com o químico Pierre Curie (optaram por realizar apenas a cerimônia civil e dispensaram também as alianças e o vestido de noiva. Em vez disso, preferiram adquirir duas bicicletas para passear).

O trabalho do casal Curie foi sendo gradualmente reconhecido, e já em 1900 eles eram considerados como os mais importantes pesquisadores nessa área. Em 1903, enfim, Maria Curie defendeu a sua tese de doutoramento em física na Sorbonne, e foi aprovada com distinção e louvor. Em dezembro do mesmo ano, o casal Curie recebeu o reconhecimento internacional pelo seu trabalho, ganhando o prêmio Nobel de física, pela descoberta do polônio e do rádio .

O prémio Nobel da Química foi-lhe atribuído em 1911, no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou para sócia, após uma votação ganha por Edouard Branly, tendo perdido a admissão apenas por um voto.
Foi a primeira pessoa a receber dois Prêmios Nobel em áreas cientificas. Em 1906, sucedeu ao seu marido na cadeira de Física Geral, na Sorbonne, sendo a primeira mulher a lecionar nessa Universidade.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Em 1921 visitou os Estados Unidos, onde foi recebida triunfalmente. O motivo da viagem era arrecadar fundos para a pesquisa. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que usavam material radioativo sem precauções.
Foi ainda a fundadora do Instituto do Rádio, em Paris, onde se formaram cientistas de importância reconhecida. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.

No final da vida, dedicou-se a supervisionar o Instituto do Rádio, organização para estudos e trabalhos com radioatividade, sediado em Paris. Faleceu em 1934 com leucemia, adquirida pela excessiva exposição à radioatividade.


“ Se as conquistas úteis à humanidade vos comovem; se ficais pasmados diante da telegrafia elétrica, da fotografia, da anestesia, e de tantas outras descobertas; se estais orgulhosos e conscientes da parte que cabe ao vosso país na conquista dessas maravilhas, tomai interesse, eu vos conjuro, por esses recintos sagrados que chamamos de laboratórios. Façais o possível para que eles se multipliquem. Eles representam os templos do futuro, da riqueza e do bem-estar social. É por intermédio deles que a humanidade melhora e cresce. É neles que o homem aprende a ler os segredos da natureza e da harmonia universal, enquanto as obras do homem são quase sempre obras de barbárie, de fanatismo e de destruição...”
(Madame Curie, em seu discurso quando da inauguração do Instituto
de Radium, em Paris, julho de 1914, início da 1ª Guerra Mundial).

Saturday, March 1, 2008

Semana da Mulher - Madre Teresa



A vida é uma oportunidade, aproveite-a...


A vida é beleza, admire-a...


A vida é felicidade, deguste-a...


A vida é um sonho, torne-o realidade...


A vida é um desafio, enfrente-o...


A vida é um dever, cumpra-o...


A vida é um jogo, jogue-o...


A vida é preciosa, cuide dela...


A vida é uma riqueza, conserve-a...


A vida é amor, goze-o...


A vida é um mistério, descubra-o...


A vida é promessa, cumpra-a...


A vida é tristeza, supere-a...


A vida é um hino, cante-o...


A vida é uma luta, aceite-a...


A vida é aventura, arrisque-a...


A vida é alegria, mereça-a...


A vida é vida, defenda-a..."






Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar.


Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.




É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.




Madre Teresa de Calcutá - Prémio Nobel da Paz em 1979 . Faleceu em5 de setembro de 1997 vítima de uma paragem cardíaca. Nasceu em 26 de Agosto de 1910, na Macedonia.

Semana da Mulher - Simone de Beauvoir




Quando passam cem anos sobre o nascimento de Simone de Beauvoir (1908-1986) - emblemática figura do feminismo, da literatura e do pensamento franceses -, fala-se mais da companheira de Sartre e da singular "relação aberta" deste casal lendário do que da intelectual; da sua sexualidade do que do relevante legado romanesco, memorialístico, filosófico e ensaístico.
Tendo atravessado quase toda a história do século XX, Simone de Beauvoir escolheu um destino, movida pela necessidade de fazer "triunfar a liberdade sobre a necessidade".
O Segundo Sexo (1949), escrito na perspectiva da moral existencialista, valeu-lhe, todavia, a condenação da maior parte dos intelectuais conservadores franceses, homens e mulheres - católicos, protestantes, comunistas. Ingrid Galster recorda-o, em Le Deuxième Sexe de Simone de Beauvoir, lembrando que os ataques visavam também Sartre, autor "perigoso" desde Le Mur. Vendo uma mulher, à beira de entrar na década de 50, referir-se à "sensibilidade vaginal", ao "espasmo clitoridiano" e ao "orgasmo masculino", não só Camus ficou em fúria, como muitos outros homens. O católico François Mauriac escreveria, então, numa carta a Roger Stéphane, esta frase repugnante: "Aprendi muitas coisas sobre a vagina e o clítoris da sua patroa."
Estavam, em causa, na época, temas tão polémicos como a liberdade da mulher, a maternidade, a educação, o parto sem dor, o aborto, o adultério, a frigidez, o divórcio, a prostituição, respondendo O Segundo Sexo às inquietudes do momento com o célebre aforismo: "Não nascemos mulheres, tornamo-nos mulheres." A pensadora de Pour une Morale de l'Ambiguïté (1947) não só é a primeira a elaborar uma crítica sistemática de Freud no âmbito da teoria feminista, como a defender que a feminilidade tem origem em estruturas sociais, antecipando, em mais de 20 anos, aquilo que viria a ser uma das questões centrais do feminismo da segunda vaga: igualdade/diferença.

No estilo rigoroso, por vezes impiedoso, que adopta no romance, Simone de Beauvoir escreve sobre mulheres de espírito delirante, convidando-nos, segundo Kristeva, a "singularizar a política e a politizar o singular"
É impossível não a ver como a impulsionadora de uma mutação antropológica que esteve à frente do seu tempo ao encarnar uma filosofia política da liberdade interior. daqui
publicação conjunta de wicky