Friday, February 29, 2008

Missão solidária



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Thursday, February 28, 2008

Neuróbica


Dicas para escapar do Alzheimer:
Uma descoberta dentro da Neurociência vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões. Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que NEURÓBICA, a "aeróbica dos neurônios",é uma nova forma de exercício cerebral projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de atividades dos neurônios em seu cérebro. Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso - limitam o cérebro. Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios "cerebrais" que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional. Tente fazer um teste:- use o relógio de pulso no braço direito; - escove os dentes com a mão contrária da de costume; - ande pela casa de trás para frente; (vi naChina o pessoal treinando isso num parque); - vista-se de olhos fechados; - estimule o paladar, coma coisas diferentes;- veja fotos de cabeça para baixo; - veja as horas num espelho; - faça um novo caminho para ir ao trabalho.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro.
Tente, faça alguma coisa diferente com seu outro lado e estimule o seu cérebro.
Vale a pena tentar!
Que tal começar a praticar agora, trocando o mouse de lado?
Que tal começar agora enviando esta mensagem, usando o mouse com a mão esquerda?
(recebido por mail)

Monday, February 25, 2008

Máquinas de Leonardo da Vinci


menina e moça me levaram da casa de meus pais ...
e ía para a casa da minha avó, onde havia sempre programas de ocupação de tempos livres. Foi com ela que conheci Lisboa - os Bairros, os Jardins, os Museus, os eléctricos e tantas outras coisas (era também com ela que passava férias no Baleal!)
Há dias , a minha menina e moça queixou-se que não conhece Lisboa, que não mora em Lisboa, que não estuda em Lisboa e que temos de a levar a Lisboa para saber os cantos e recantos, os caminhos , as avenidas e ruelas e até os becos sem saída onde às vezes nos metemos ...
Ontem, voltámos à época quinhentista e fomos ver a Exposição de Máquinas de Leonardo da Vinci, patente no Forte do Bom Sucesso, com uma excelente descrição
Mesmo ali ao lado estava a Torre de Belém e foi uma maravilha (re)visitá-la, espreitar pelas janelas ornadas, sentar nos banquinhos das guaritas e contemplar o Tejo e o passado português sob outras vistas

Sunday, February 24, 2008

sábado sem sol







Promessas feitas e adiadas a semana passada pela chuva e mau tempo, levaram-nos a

Chovia torrencialmente quando saímos mas à chegada tudo se compôs e muita gente deambulava pelas ruelas estreitas da vila, o que lhe tirava a beleza natural. O meu cão também não achou tanta graça àquela movimentação, mas tolerou bem apesar de tudo e inibiu-se de deixar qualquer demarcação de espaço...
Há dez anos que não entrava em Óbidos, mas esta vila onde nasceu o meu bisavô é sempre um encanto!
O cheiro do chocolate é que não me caíu lá muito bem e não provei uma única especialidade. Achei lindos os frasquinhos dos licores e por esses ter-me~ia tentado. Mas ao chegarmos à porta do Castelo, de repente vi-me sozinha com o cão e nem rasto do green e da miss... Entrei, saí, dei uma volta por ali e nada. Esperei no mesmo sitio onde os tinha deixado de ver , esperei e nada.
Já desesperada , procuro o telelé na carteira. Pedia-me o Pin e depois o Puk e estava bloqueado !
Fiquei pois incontactável, nos tempos de hoje e agora em que essas coisas já não acontecem e deixámos de saber lidar com elas... Por isso , continuei à espera , considerando se devia ficar ali ou seguir para o carro, estacionado bem longe. Depois, pensei pedir a alguém que me deixasse fazer uma chamada, usar um telemóvel qualquer mas QUEM ?
Olhei um pouco à frente e vi a minha salvação : um posto da GNR mesmo ali e era só pedir para telefonar ou para fazerem uma busca aos dois desaparecidos. Muito solicitos fizeram logo a chamada mas do outro lado ninguém atendia (é sempre assim quando estou nalguma aflição). Tentaram de novo e depois um dos guardas disse-me para ir até ao terraço ver se os via, já queria pedir a minha identificação e saber a história da minha vida; nem quizeram saber do cão mas eu ando sempre com as licenças todas na bolsa. Acabei por vê-los , saindo calmamente da porta do castelo, com uma caixa (de chocolates) na mão... Despedi-me dos guardas , perguntei quanto era das chamadas mas não quizeram cobrar nada, que era o serviço deles, claro.
Anoitecia e começava a cair uma chuvinha miúda, era tempo de regressar. Mas desta vez, Óbidos não me deixa saudades ...

Thursday, February 21, 2008


"Os ventos que às vezes levam algo que amamos são os mesmos ventos que nos trazem algo que aprendemos a amar.

Por isso, não devemos chorar pelo que nos foi tirado, e sim aprender a amar o que nos foi dado, pois tudo que é realmente nosso o vento nunca irá levar."/

Monday, February 18, 2008

A candle for Ida - Uma vela por Ida


A long long time ago... falei de Wim e Ida , aqui, num post de 14 de Maio de 2006 quando nasceram os seus netos gémeos. Como dizia, ele é meu amigo de longa data, escrevemo-nos regularmente, com ela tenho pouco ou nenhum contacto directo mas recordo-a das vezes em que veio a Portugal ou quando os visitámos em Leiderdorp, na Holanda.

Ontem recebi tristes noticias, por mail. Ida foi hospitalizada em 31 de Dezembro, foi operada e posteriormente diagnosticado um sarcoma. Não é possivel fazer quimio nem radioterapia e o caso é delicado, como se pode calcular. Sei como ela é importante para ele e como é o pedestal daquela familia, com dois filhos e dois netos. Por vezes, a cura está ao nosso alcance, na vontade de viver, no amor que se dá e se recebe, na mudança de mentalidades, Por isso hoje, as minhas preces vão para Ida e peço a todos que me visitam que acendam também uma vela por ela e lhe enviem votos de saúde e paz aqui
Se está doente ou tem alguém AMIGO que necessita ajuda, amor e cura mostre-lhe este site

Friday, February 15, 2008

Cartas de amor

Nas gavetas da minha Avó encontrei um caderno de cartas de amor, escritas
no inicio do século passado. Esta tem data de 20 de Outubro de 1911 e reza assim:


Minha querida Maria
Necessito ver-te, falar-te e só assim respirarei ventura, o aroma dos anjos, o ar vital da consolação do teu amor.

Quero lutar e trabalhar. Trabalho é vida e agora mais do que nunca preciso dela, para ti principalmente. Com a ociosidade, morre-se. Diz um antigo prolóquio que ninguém morre em jornada ou véspera de casamento.

O trabalho rodeia-me de mil influências, que me violentam; o mundo inteiro pára sobre mim, é verdade, mas nenhuma outra força é igual à do carácter. O homem à maneira de todos os seres da natureza é tanto mais homem quanto maior é a energia que ele manifesta.

Esta energia que acorda em mim espontaneamente, aumentada pelo abalo violento que o teu amor me produziu, coloca-me no estado de ser obrigado a querer. E querer é poder.

Foi cumprindo com abnegação os meus deveres profissionais que consegui atravessar nos maus tempos idos, as duras privações e os iminentes perigos da minha existência física e moral.
O dever, como a lança de Aquiles, cura as feridas que abrem.

A história da minha vida é uma cadeia sucessiva de torturas em silêncio. Aceitei sempre com benevolência todas as afrontas da sociedade e venci-me a mim mesmo. A memória do que tenho sofrido não tem palavras.

Foste tu a borboleta que me trouxe a boa nova, quando eu vagava neste mar de corrupção.

Como eras linda chorando naquela noite de suplicio (lembras-te?) em que me confessaste o teu amor, que por tanto tempo me ocultaste! E essas lágrimas caindo-me no coração dizem-me que nunca poderei esquecer-te. Divinizei-te, pois, em meu coração e nada destruirá o meu ídolo. Ninguém te derrubará do pedestal em que te ergui.

Eu poderei sair daqui sozinho dia 29 à noite e hospedar-me aí sem que ninguém o saiba, em qualquer hotel, por exemplo no Avenida. No dia imediato 30, irias ali visitar-me. Saberei respeitar a tua virtude. Aí fica o alvitre. Se merecer a tua aprovação indica-me a hora em que devo esperar para ter tudo prevenido.
Vou 5ª feira a Coimbra acompanhar ...
Um longo beijo do teu