Tuesday, October 16, 2007

Poetas


Os Poetas vivem na Lua.
Por isso amam a Terra.
E escrevem poemas ao seu azul incomparável.
Uma homenagem a Adriano Correia de Oliveira
podem ouvi-lo aqui

Monday, October 15, 2007

beijar aTerra nossa Amada

Naquele Domingo entrou numa qualquer Igreja. O padre lá estava no altar a dizer o seu sermão.
Não era António Vieira que falava aos Peixes. Nem era Francisco de Assis, Protector dos Animais. Ela sentou-se , simplesmente , alheia de tudo o resto à sua volta. Mas ficou-lhe uma frase:
"Os Antigos deitavam-se no chão e beijavam a Terra,
em sinal de respeito e Amor pelo Planeta"....

Wednesday, October 10, 2007

Viver a vida

" Se eu pudesse viver novamente a minha vida, na próxima trataria de cometer mais erros. Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais. Teria menos pressa e menos medo. Daria valor secundário às coisas secundárias; na verdade, bem poucas coisas levaria a sério. Seria muito mais alegre do que fui. Só na alegria existe vida. Manteria distâncias enormes das pessoas ciumentas e possessivas. Seria mais expontâneo. Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas, nadaria mais rios. Seria mais ousado: A ousadia move o mundo. Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos sopa, teria menos problemas reais e nenhum imaginário. Eu fui uma dessas pessoas que vivem preocupadamente cada minuto da sua vida; claro que tive momentos de alegria. Mas, se pudesse voltar a viver, tentaria ter somente bons momentos. A vida é feita disso: só de momentos, nunca percas 'O agora'. Mesmo porque nada nos garante que estaremos vivos amanhã de manhã. Eu era um desses que não ia a parte alguma sem um termómetro, um saco de água quente, um guarda-chuva ou um paraquedas; se voltasse a viver viajaria mais. Não levaria comigo nada que fosse apenas um fardo. Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no início da Primavera e continuaria assim até o final do Outono. Jamais experimentaria os sentimentos de culpa e ódio. Teria amado mais a liberdade e teria mais amores do que eu tive. Viveria cada dia como se fosse um prémio. E como se fosse o último. Daria mais volta na minha rua; contemplaria mais amanheceres e brincaria muito mais do que brinquei. Teria descoberto mais cedo que só o prazer nos livra da loucura. Tentaria uma coisa nova todos os dias, se tivesse outra vez uma vida pela frente. Mas como sabem, tenho 88 anos e sei que estou morrendo.
" Viver a Vida, Jorge Luis Borges

Monday, October 8, 2007

solidariedade


A marian ofereceu-me esta distinção de que fiquei muito orgulhosa!
E passo a palavra para :
De qualquer forma , obrigada a todos que aqui vêm e (ainda) têm paciência para me aturar.
Um abraço solidário.

Thursday, October 4, 2007

acenda uma vela

Nos últimos dias esgotara-se - fosse com o trabalho , fosse a doença da filha, fossem os maus tratos aos animais que viviam ali bem perto se si. Quando vinha do médico, depois de saber que precisava de repouso absoluto e a tensão arterial estava em 8,5-10, parou ainda no chinês ali próximo e comprou uns incensos de canela e mel e uma vela. Uma grande vela daquelas que se podem deixar a arder ao ar livre. Deitou-se e adormeceu no sofá da sala.
Acordou mais tarde com gritos e latidos, uivos de dor dos cãezitos do lado a levarem mais uma sova. Mas voltou a adormecer até o marido entrar em casa. Só então lhe contou, que ela não era de alarmes e tentava resolver sozinha tudo o que lhe era possivel. (Às vezes abusava, sim ...)
No dia seguinte, levantaram-se ao mesmo tempo, como era costume. Ele levou o cão à rua , que nunca mais fez nada portas adentro desde que os outros dois morreram !. Ela deitou-se de novo e dormiu quase todo o dia. Levantou-se para comer qualquer coisa e ir dar uma volta com o cão que as vertigens que sentia inibiam-lhe a acção, a vista, o pensamento.
A vela continuava acesa tal como a ANIMAL pedira naquele mail; os incensos de mel / amor/paz já se tinham queimado libertando o seu odor delicioso...
Ouviu conversas ao longe, portas a abrirem-se e uma voz que bem conhecia : nessa tarde os cães não foram agredidos como de costume em cada dia mal os donos entram em casa. Nesse dia, três GNR esperavam os donos e bateram à porta para inspeccionar a casa por denúncia de maus tratos e barulho em excesso.
Depois de eles partirem, ainda se ouviram os roncos dela a dizerem : "bem te disse ontem para limpares isto, logo hoje qu'isto está um nojo é que eles vieram" e depois toda uma série de improprérios contra a pessoa que teria feito a queixa...(que me abstenho de repetir!)
No dia do ANIMAL , acenda uma vela ou vá à PRAÇA_SONY, ou veja aqui ou ainda
ALI. Aceda a este espaço, numa atitude mais ZEN.

Não deixe de acender a sua vela e de usar um laço preto e azul. Tenha um dia muito feliz.

Monday, October 1, 2007

Amigos


A Isabel distinguiu-me com esta simbólica lembrança, que agradeço. Não vou destacar ninguém, vou deixá-la simplesmente para todos aqueles que me visitam.

E deixo de presente as cores dos amigos!
(tem de ir clicando ou rolando levemente...) copiado da marian

Friday, September 28, 2007

Tanka pela PAZ


Minh'alma está
hoje triste até ao
corpo. Quizera
viver diverso, mas
há sempre sombras, morte...

Há um mistério
que me apavora. Só
aos mortos sabem
ensinar regras para
se viver com verdade.


O Tanka é uma forma de poesia tradicional japonesa, em versos de 5-7-5-7-7 sílabas. Corre pelos blogs um apelo à PAZ, que recebi através de Arcana , da Venezuela. Aqui deixo o meu, em palavras do Livro do Desassossego, de Bernardo Soares, escrito nos anos 30 e cada vez mais actual.
Publicado aqui
Quem quiser pode dar o seu contributo aqui, assinando a petição de apoio aos monges birmaneses.