Wednesday, July 11, 2007

Para uma grávida com sorrisos...


A energia reprodutora feminina sabe o "porquê" e o "como" de todas as coisas. É profundamente poderosa, mas extremamente calma; movimenta-se nas dimensões mais profundas da vida da energia de pensamento. Esta meditação é especialmente útil para todas as doenças femininas que têm a ver com a reprodução, para desenvolver a consciencia da feminibilidade e da espiritualidade e para despertar a mulher de sabedoria dentro de cada mulher, libertando-a de todos os pensamentos e crenças negativos.


Feche os olhos, respire normalmente e deixe que a sua mente preencha o seu ventre. Permaneça aí calmamente. À medida que este processo fôr seguindo, uma suave luz rosa começa a brilhar a partir do interior do seu ventre e flui através do seu corpo e da sua mente, percorrendo depois o caminho inverso em direcção ao seu ventre.
É tudo o precisa fazer.
Chistopher Hansard


Embora este exercio seja dedicado a uma grávida muito especial, qualquer mulher o pode fazer , mesmo que tenha sido operada e lhe tenham sido retirados os ovários ou o útero, esses orgãos continuam presentes como energia de pensamento. Faça este exercicio com a frequencia com que desejar.

Outras informações sobre a Condição Feminina no séc XXI, veja aqui

Tuesday, July 10, 2007

Praia da Aguda

A praia pequena, formando uma bahia pequenissima, excluida do mundo por dois promontorios em miniatura era, naquellas férias de trez dias, o meu retiro de mim mesmo. Descia-se para a praia por uma escada tosca, que começava, em cima, em escada de madeeira, e a meio se tornava em recorte de degraus de rocha , com corrimão de ferro ferrugento. E, sempre que eu descia a escada velha, e sobretudo da pedra aos pés para baixo, sahia da minha própria existencia, encontrando-me.

Então, na praia rumorosa, só das ondas próprias ou do vento que passava alto, entregava-me a uma nova especie de sonhos - coisas informes e suaves, maravilhas de impressão profunda, sem imagens, sem emoções, limpas como o céu e as águas... tremulamente de um azul obliquo ao longe, esverdeando na chegada com transparencias de outros tons verde-sujos...congregando em si todas as ressacas, os regressos à liberdade da origem, as saudades divinas, as memorias...
Bernardo Soares - O Livro do Desassossego (1931?)
Podia ser na Praia da Aguda, entre Magoito e as Azenhas do Mar, embora poucos se aventurem a descer por aquela escada tosca, de chão lamacento onde brotam as nascentes e onde é possível encontrar avencas, que crescem espontaneamente.
Tal como os sonhos !

Sunday, July 8, 2007

Biodiesel em Sintra



O óleo que utilizamos em casa para fritar os nossos alimentos é utilizado como combustível na totalidade das frotas da Câmara de Sintra, da empresa de higiene pública e dos SMAS, que já podem abastecer no primeiro posto de biodiesel de Portugal. A ideia é simples: transformar o óleo que rejeitamos na nossa cozinha em combustível amigo do ambiente. Desde logo três vantagens: o óleo é reciclado e reutilizado, evita-se poluição e problemas no saneamento e, finalmente, poupa-se dinheiro.
Saliente-se que desde 2003 que a Câmara Municipal de Sintra tem vindo a recolher óleo alimentar usado (OAU) nas escolas, nas cantinas, nos restaurantes e nas juntas de freguesia para a produção de biodiesel que, agora, abastece o posto.
Passados 15 dias foram instalados dezenas de “óleões” nas 20 freguesias de Sintra, onde os sintrenses podem e devem depositar o óleo alimentar usado e rejeitado.
A instalação deste posto de abastecimento insere-se no âmbito de um projecto, desenvolvido pela HPEM com a colaboração da AMES (Agência Municipal de Energia de Sintra), que visa promover a recolha de óleos alimentares usados e consequente produção de biodiesel (combustível renovável e alternativo ao gasóleo) para consumo pelas frotas de viaturas municipais (da HPEM, da Câmara Municipal de Sintra e dos SMAS - Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra).
Trata-se de um passo importante para o ambiente, já que a produção de biodiesel permite dar um destino aos óleos alimentares usados que deixam, assim, de poluir a água e causar problemas nos sistemas de saneamento. O biodiesel vai permitir também reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, como o gasóleo, e igualmente diminuir a poluição atmosférica e a emissão de gases que provocam o efeito de estufa. AQUI

Thursday, July 5, 2007

Nova Cintra e o biocombustivel


















A população da floresta vai começar a gerar a energia que necessita para se desenvolver sustentavelmente, gerando renda e emprego para os que nela vivem. De uma só vez, cinco comunidades da localidade de Nova Cintra, na região do rio Juruá, município de Cruzeiro do Sul (AC), a 540 km de Rio Branco, vão se beneficiar de um projeto piloto de geração de renda com auto-produção de energia a partir do biocombustível tirado dos óleos de ouricuri e do buriti.
A sede do projeto se situa às margens do rio Juruá numa área de um hectare doada pelo Incra, onde será montada toda a infra-estrutura para a instalação dos equipamentos das unidades de secagem, de extração de óleo vegetal e de produção de biocombustível. As obras civis deverão ser concluídas até o final de setembro, quando começarão a ser instalados os equipamentos da unidade de extração.


População ribeirinha do rio Môa (AC)

O projeto-piloto é parte do convênio para desenvolver tecnologias de produção de biocombustível firmado no início de 2005 entre a Eletronorte, o Governo do Acre, a Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac), a Universidade Federal do Acre (Ufac) e a Eletroacre. A matéria-prima será extraída do coco das palmeiras de murmuru, ouricuri e buriti. O óleo do murumuru extraído vai se destinar à indústria de cosméticos e os óleos de ouricuri e buriti à produção de energia.
As cinco comunidades de Nova Cintra que serão beneficiadas pelo projeto-piloto foram escolhidas por seu histórico de produção extrativista e por estarem próximos ao rio Juruá, o que facilita a coleta de matéria-prima. Na região, o coco do murumuru já é colhido e vendido para a produção de sabonetes. Com o processamento, o óleo passará a ser produzido na própria comunidade, gerando mais renda para as famílias envolvidas.
Segundo a Eletronorte, até o final do ano, será montada a unidade de craqueamento de óleo vegetal que produzirá o combustível para os geradores que serão instalados nas cinco comunidades no início do próximo ano. Estes geradores serão testados em São Paulo a partir de agosto com supervisão do Instituto Nacional de Tecnologia (INC).
Administrado por uma cooperativa de produtores, projeto-piloto contará com a produção de fornecedores cadastrados, que vão dispor de barcos disponibilizados pela Secretaria de Produção Familiar para a coleta e transporte de matéria-prima até a unidade de produção. Segundo o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), outros três projetos de autoprodução de energia já estão em funcionamento na Amazônia. Um é o projeto de turbina de correnteza no Amapá, fruto de uma parceria entre a Universidade de Brasília (UnB) e o Conselho Nacional dos Seringueiros. O segundo é o de um gerador de biomassa movido com óleo de andiroba, na reserva do Médio Juruá em Carauari (AM). E o terceiro trata-se de uma micro central hidrelétrica em Santarém (PA).
Conforme informou o GTA, entidades como FAOR, FASE, CUT, a Rede GTA e outras discutem no momento o marco regulatório para pequenos produtores de energia, que não podem ser confundidas com médias centrais chamadas erroneamente de PCHs, ainda com falhas nos critérios de validação. daqui


QUE PENA QUE ESTAS LOCALIDADES NÃO SEJAM PORTUGUESAS!!

Wednesday, July 4, 2007

e se ....uma greve de sexo ...


Uma das mais deliciosas comédias do teatro grego clássico é a "Lisístrata de Aristófanes" , apresentada em - 411, nos últimos anos da Guerra do Peloponeso. Atenas estava em situação crítica: ainda não se recuperara da desastrosa campanha da Sicília (-413);os lacedemônios (espartanos), acampados a pouco mais de 20 quilômetros, haviam concluído um acordo com o sátrapa persa Tissafernes; e diversos aliados passavam para o lado do inimigo. A comédia é um ingênuo mas veemente apelo à paz. As mulheres das cidades gregas envolvidas na Guerra do Peloponeso, lideradas pela ateniense Lisístrata, decidem instituir uma Greve de Sexo até que seus maridos parem a luta e estabeleçam a paz de uma Guerra que parece não ter fim. Lisístrata reúne, em Atenas, um plenário de mulheres e decidem pela greve contra os respectivos maridos. Um grupo de velhos tenta expulsar da Acrópole as mulheres em luta, enquanto que um comandante militar ensaia, em vão, a prisão de Lisístrata, protegida pelas restantes mulheres. No fim da peça, graças às mulheres, as duas cidades celebram efetivamente a paz.

Nota: Lisístrata, em grego, quer dizer "a que dissolve, separa exércitos".Filme: Lisístrada, cinema em català
Fonte: Portal Graecia Antiqua


retirado do blogdasanta

Tuesday, July 3, 2007

IC 19 - antes e depois


Século XIX -Daí a pouco entravam na charneca que lhes pareceu infindável. De ambos os lados, a perder de vista, era um chão escuro e triste; e por cima um azul sem fim, que naquela solidão parecia triste também..O trote compassado dos cavalos batia monotonamente a estrada. Não havia um rumor: por vezes um pássaro cortava o ar, num voo brusco, fugindo do ermo agreste.

Chegavam às primeiras casas de Sintra, havia já verduras na estrada e batia-lhes no rosto o primeiro sopro forte e fresco da serra.

E a passo, o
break foi penetrando sob as árvores do Ramalhão. Com a paz das grandes sombras, envolvia-os pouco a pouco uma lenta e embaladora sussurração de ramagens e como o difuso e vago múrmurio de águas correntes. Os muros estavam cobertos de heras e de musgos: através da folhagem, faiscavam longas flechas de sol. Um ar subtil e aveludado circulava, rescendendo às verduras novas; aqui e além, nos ramos mais sombrios, pássaros chilreavam de leve e naquele bocado de estrada sentiam-se já, sem se ver, a religiosidade solene dos espessos arvoredos, a frescura distante das nascentes vivas , a tristeza que cai das penedias e o repouso fidalgo das quintas de Verão…

Eça de Queirós – Os Maias

Século XXI - A paz das grandes sombras já não existe nem a embaladora sussurração das ramagens, os pássaros deixaram de cantar e esvoaçam em circulos de espanto e dor , depois de terem perdido o seu lar e os seus haveres, os ninhos onde estavam seus meninos...
De manhã à noite só se ouvem as escavadoras, as moto-serras e os gritos dos homens. As filas de transito cada vez são mais; os acidentes dispararam em flecha. A fidalguia já não vem passar o verão para Sintra, as quintas estão abandonadas, o comércio decadente. Outrora os salaios levantavam-se cedo para ir levar o pão a Lisboa e algumas verduras. Hoje , levantamo-nos cada vez mais cedo mas dificilmente chegamos a horas ao emprego e regressamos sempre mais tarde.
Levaram-nos a paz e a tranquilidade. Agora, as árvores, também !

Sunday, July 1, 2007

Há mulheres ...


Há mulheres que assumem uma posição de inocência diante da vida; deixam-se levar pelo sonho de ser princesa, de se transformar numa fonte de felicidade para o homem, procriando e realizando seus desejos. No entanto, o próprio Universo se incumbe de desfazer estes sonhos, porque não há lugar mais nesse mundo para este tipo de mulher. Este fenômeno, denominado feminismo, não foi só uma invenção do cérebro da mulher, faz parte da própria evolução da espécie humana. É a seleção natural de Darwin. Só herdarão a Terra as criaturas plenificadas na luz, determinadas. Estamos em um novo tempo, onde cada um tem que desenvolver seu talento. A mulher é um ser talentoso e pode gerar felicidade para si e para quem esteja ao seu lado, não só através do útero, mas também com o cérebro e com o coração.
Wilson Francisco