Os anos cinquenta trouxeram uma época de desenvolvimento com melhores condições de vida e princípios consumistas.A televisão começou a entrar nas casas de cada um trazendo uma outra visão do mundo, permitindo assistir em directo a acontecimentos como o casamento de Grace Kelly, no Mónaco ou à coroação de Isabel II de Inglaterra. As mulheres casavam cedo e tinham filhos e de acordo com os princípios tradicionalistas , deviam manter aspecto cuidado e ser simultaneamente boas donas de casa , esposas e mães. Para as ajudar nessas tarefas difíceis, surgem os aspiradores e as máquinas de lavar roupa. O vestuário era feminino com saias muito rodadas e compridas , a cintura fina, luvas e sapatos de salto.Em 1960, Mary Quant vem revolucionar estas estruturas , introduzindo a mini-saia e lançando a célebre Twiggy, mulher extremamente magra , de cabelos curtos e olhos pintados com rimmel a redesenhar os próprios cílios. O estilo unisexo ganha força com a generalização dos jeans e as mulheres começam a usar modelos masculinos.
No final dos anos sessenta, S.Francisco (USA) torna-se o berço do movimento hippie que advogava o poder das flores , o make love not war , assim com a libertação da mulher. Faziam parte desse novo comportamento, cabelos longos, roupas coloridas, misticismo oriental, música e drogas. Mas é com a crise estudantil de 1968, que se deitam por terra muitos padrões e atitudes , através do movimento estudantil que explodiu em diversos países, contestando a sociedade, os sistemas de ensino e cultura, os costumes, a sexualidade e a moral vigente.
É nesta época que surge a pílula, dando maior liberdade sexual às mulheres embora elas lutassem antes de mais, pela igualdade de direitos, de salário, de independência. Como símbolo da emancipação feminina , os soutiens foram queimados na praça pública, em diversos países incluindo Portugal.
Os anos sessenta terminam com a chegada do homem à Lua em Julho de 1969 e com a realização em Agosto do Festival de Woodstock, que reuniu cerca de 500mil pessoas , durante três dias de musica e muito amor…
Foram períodos determinantes para a emancipação feminina e para a revolução das mentalidades. Não creio que decorridos mais de quarenta anos tenha havido alterações de comportamento tão significativas como nesta época e interrogo-me
se a posição que conquistaram nas últimas décadas não se está a deteriorar, a perder gradualmente quando hoje as mulheres atingem níveis elevados de formação, com acesso a lugares de chefia e investigação, muitas delas não casadas , adiando os filhos para maternidades tardias, independentes economicamente, mas dependentes por outro lado de anti-depressivos e ansioliticos, agarradas a pais que desde cedo as endeusaram num pedestal com pés de barro…
Neste Dia da Mulher, faço votos para que a minha filha,( que só por acaso não nasceu neste dia 8 de Março), tenha o discernimento suficiente para não entrar nestes estereótipos. E que as vossas meninas também não sejam afectadas pelo mesmo síndrome!











